Dos muitos Natais passados
guardo saudades infindas.
Dos avós já sepultados
vem as lembranças tão lindas!
Natal, a data feliz
não só para a criançada.
Tem fé aquele que diz:
oh! que festa abençoada!
Natal, data encantada
cheia de luzes e cores.
À ceia fui convidada
levei todos meus amores.
sábado, 28 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
A Gata Borralheira
Mexendo nos meus guardados achei uma nota de jornal recortada, sem data e sem o nome do jornal. Vocês perceberão o quanto é antigo, por causa da ortografia.
"Quarta-feira ultima, em prosseguimento da nobre e altruística campanha em prol da igreja do Rosário, no "Central-Theatro", verificou-se uma magnifica opportunidade de conhecer-se o valor das jovens e graciosas creanças bragantinas, na difficil e interessante apresentação de "A Gata Borralheira" linda phantasia que fez as delicias do nosso meio social.
O programa desenvolvido, foi o seguinte:
Hymno Pontificio.
Primeiro acto da peça "A gata borralheira": minueto, por um grupo de damas e cavalheiros.
Música pela orchestra da "Sociedade Amadores da Arte Musical", sob a regencia do maestro Demetrio Kipman.
Segundo acto - No desenvolver do acto, bailado "No reino encantado dos bonecos", por um grupo de meninas.
Numero de orchestra.
Terceiro acto - Dois numeros de grande realce e gosto - "bailarina arabiana" e "Um sonho primaveril. Musica e arranjos dos componentes da orchestra.
Hymno nacional.
Dos personagens de "A gata borralheira", encarregaram-se as seguinte meninas: gata borralheira , Coraly Gabby Barbosa; madrasta, Leda Montanari;boa irmã, Lourdes Arruda; irmã má, Heloisa Arruda; fada, Leila Montanari; lacaio, Delza Gomes Squilaci; principe, Cleo Leme; marqueza, Odette Moraes Costa; baroneza, Inah Wohlers.
Os bailados estavam a cargo das seguintes pessoas: cavalheiros: Therezinha Ferreira de Oliveira, Nilze Magrini Liza, Maria Izabel Godoy Ramos, Lygia Campos, Lucy Xandó de Oliveira e Cleo Leme.
Damas: Marina Leme, Bellinha Bertolotti, Neyde Faria, Alzira Bernardi, Inah Wohleres e Wanda Lonza.
No reino das bonecas: Palhacinhos: Lourdes Lambiase e Railde Del Nero. Flores: Ignez e Inede Arruda. Anões: Apparecida Consentino e Clarisse Rosas. Indios: Jacy Costa Valente, Daisy Assis, Lygia Mendes, Celina Aguiar Leme, Maria Elisa Quadros e Aicy Costa Brandi; Urso, Ruth de Barros. Soldadinhos: Lucia Mendes e Raphaela de Souza. Maga Salvadora, Ludmila Kipman; bailarina arabiana, Elisa Quadros.
De "Um sonho primaveril, encarregaram-se as srtas: Leila Montanari, Celia Figueiredo Guazzelli, Luizinha Figueiredo, Milena Amaral Cynthia Bertolotti e Dorinha Porto.
A "serata"conseguio uma casa cheia e todos os numeros foram muito applaudidos."
"Quarta-feira ultima, em prosseguimento da nobre e altruística campanha em prol da igreja do Rosário, no "Central-Theatro", verificou-se uma magnifica opportunidade de conhecer-se o valor das jovens e graciosas creanças bragantinas, na difficil e interessante apresentação de "A Gata Borralheira" linda phantasia que fez as delicias do nosso meio social.
O programa desenvolvido, foi o seguinte:
Hymno Pontificio.
Primeiro acto da peça "A gata borralheira": minueto, por um grupo de damas e cavalheiros.
Música pela orchestra da "Sociedade Amadores da Arte Musical", sob a regencia do maestro Demetrio Kipman.
Segundo acto - No desenvolver do acto, bailado "No reino encantado dos bonecos", por um grupo de meninas.
Numero de orchestra.
Terceiro acto - Dois numeros de grande realce e gosto - "bailarina arabiana" e "Um sonho primaveril. Musica e arranjos dos componentes da orchestra.
Hymno nacional.
Dos personagens de "A gata borralheira", encarregaram-se as seguinte meninas: gata borralheira , Coraly Gabby Barbosa; madrasta, Leda Montanari;boa irmã, Lourdes Arruda; irmã má, Heloisa Arruda; fada, Leila Montanari; lacaio, Delza Gomes Squilaci; principe, Cleo Leme; marqueza, Odette Moraes Costa; baroneza, Inah Wohlers.
Os bailados estavam a cargo das seguintes pessoas: cavalheiros: Therezinha Ferreira de Oliveira, Nilze Magrini Liza, Maria Izabel Godoy Ramos, Lygia Campos, Lucy Xandó de Oliveira e Cleo Leme.
Damas: Marina Leme, Bellinha Bertolotti, Neyde Faria, Alzira Bernardi, Inah Wohleres e Wanda Lonza.
No reino das bonecas: Palhacinhos: Lourdes Lambiase e Railde Del Nero. Flores: Ignez e Inede Arruda. Anões: Apparecida Consentino e Clarisse Rosas. Indios: Jacy Costa Valente, Daisy Assis, Lygia Mendes, Celina Aguiar Leme, Maria Elisa Quadros e Aicy Costa Brandi; Urso, Ruth de Barros. Soldadinhos: Lucia Mendes e Raphaela de Souza. Maga Salvadora, Ludmila Kipman; bailarina arabiana, Elisa Quadros.
De "Um sonho primaveril, encarregaram-se as srtas: Leila Montanari, Celia Figueiredo Guazzelli, Luizinha Figueiredo, Milena Amaral Cynthia Bertolotti e Dorinha Porto.
A "serata"conseguio uma casa cheia e todos os numeros foram muito applaudidos."
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Canção da Terra -Earth Song - Michael Jackson
E quanto ao amanhecer
E quanto à chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas...
O que fizemos ao mundo
E quanto à paz
Que você prometeu a seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que voce disse serem seus e meus
Esta Terra que chora, está se desfazendo
Eu costumava sonhar
Que podia ver as estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais
Ei, e quanto a ontem?
E quanto aos mares?
Os céus estão despencando
Não posso nem respirar
E quanto ao valor da natureza?...
E quanto a nós?...
Fonte: www.leras demusica.com.br
E quanto à chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas...
O que fizemos ao mundo
E quanto à paz
Que você prometeu a seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que voce disse serem seus e meus
Esta Terra que chora, está se desfazendo
Eu costumava sonhar
Que podia ver as estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais
Ei, e quanto a ontem?
E quanto aos mares?
Os céus estão despencando
Não posso nem respirar
E quanto ao valor da natureza?...
E quanto a nós?...
Fonte: www.leras demusica.com.br
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Como se faz um futuro?
Este texto faz parte da antologia XV Concurso Estudantil promovido pela ASES, Associação de Escritores de Bragança Paulista e é de autoria da aluna Andressa Francelina da S. Pereira, do 3º Ano do Curso Médio da EE Professora Maria José Moraes Salles, cuja professora é Cláudia Cristina da Silva e que mereceu o 2º lugar.
O futuro não é obra do acaso. É consequência de uma boa construção do presente.
Desse modo, é preciso uma boa base para construir um ser humano, ou seja, oferecer à criança uma educação digna. Isso inclui ensinar o bom comportamento, o respeito aos outros, a preservação do meio ambiente e também mostrar o sentido da vida para que ela sempre saiba onde chegar.
Assim quando ela iniciar sua fase adolescente, terá o material necessário para o levantamento das paredes da construção do próprio ser. É o momento em que são concretizados os valores, os sonhos, as personalidades. É a fase em que importa o autoconhecimento e onde o erro acontece para haver recomeço, fato que reforça a estrutura humana. E, para evitar o vazio interior, o amor e o carinho são investimentos para o jovem em formação.
E, então, quando restar apenas o acabamento da obra, o homem mostrará toda a beleza do que outrora foi construído. Ele usará da honestidade, da ética, da moral e de tudo o que houver de bom em si para colorir o universo ao seu redor. O seu prazer será transmitir sua sabedoria a quem precisar e cooperar para o bem das pessoas que estiverem sob a sua proteção.
Portanto, o que falta para um futuro melhor é a construção de bons homens. Esse é o começo de um mundo sem guerra e discórdias, sem ganância, egoísmo, sem males.
O ser humano tem o poder de reinventar o mundo, à medida em que luta para o bem de todos.
O futuro não é obra do acaso. É consequência de uma boa construção do presente.
Desse modo, é preciso uma boa base para construir um ser humano, ou seja, oferecer à criança uma educação digna. Isso inclui ensinar o bom comportamento, o respeito aos outros, a preservação do meio ambiente e também mostrar o sentido da vida para que ela sempre saiba onde chegar.
Assim quando ela iniciar sua fase adolescente, terá o material necessário para o levantamento das paredes da construção do próprio ser. É o momento em que são concretizados os valores, os sonhos, as personalidades. É a fase em que importa o autoconhecimento e onde o erro acontece para haver recomeço, fato que reforça a estrutura humana. E, para evitar o vazio interior, o amor e o carinho são investimentos para o jovem em formação.
E, então, quando restar apenas o acabamento da obra, o homem mostrará toda a beleza do que outrora foi construído. Ele usará da honestidade, da ética, da moral e de tudo o que houver de bom em si para colorir o universo ao seu redor. O seu prazer será transmitir sua sabedoria a quem precisar e cooperar para o bem das pessoas que estiverem sob a sua proteção.
Portanto, o que falta para um futuro melhor é a construção de bons homens. Esse é o começo de um mundo sem guerra e discórdias, sem ganância, egoísmo, sem males.
O ser humano tem o poder de reinventar o mundo, à medida em que luta para o bem de todos.
domingo, 15 de novembro de 2009
Concurso Estudantil
A ASES, Associação de Escritores de Bragança Paulista, realizou o concurso estudantil deste ano, com o tema "Uma Ponte Para Um Futuro Melhor", sendo homenageada a professora Sara Machado Leme, que alfabetizou e educou diversas gerações de bragantinos.
Transcrevo aqui frases tiradas dos trabalhos premiados e que fazem parte da antologia " XV Concurso Estudantil".
Quando você muda, o mundo se transforma. é só começar!
Quer um mundo melhor? Então aja! Chegou a hora!
Como o verniz dá brilho à ponte, precisamos de paz para conseguirmos brilhar!
Um presente mais educado e consciente é a chave para um futuro em que se possa sair na rua sem medo e respirar um ar limpo.
Um futuro onde seja possível sair de casa sabendo que estará vivo ao retornar, onde a fome não existirá, onde a educação seja o presente para todos os seres humanos, onde o meio ambiente seja finalmente reconhecido como nosso lar e a consciência plena em todos.
Todas as nações devem assumir um compromisso com a Terra e colocar em prática seus sistemas de prevenção da vida.
Transcrevo aqui frases tiradas dos trabalhos premiados e que fazem parte da antologia " XV Concurso Estudantil".
Quando você muda, o mundo se transforma. é só começar!
Quer um mundo melhor? Então aja! Chegou a hora!
Como o verniz dá brilho à ponte, precisamos de paz para conseguirmos brilhar!
Um presente mais educado e consciente é a chave para um futuro em que se possa sair na rua sem medo e respirar um ar limpo.
Um futuro onde seja possível sair de casa sabendo que estará vivo ao retornar, onde a fome não existirá, onde a educação seja o presente para todos os seres humanos, onde o meio ambiente seja finalmente reconhecido como nosso lar e a consciência plena em todos.
Todas as nações devem assumir um compromisso com a Terra e colocar em prática seus sistemas de prevenção da vida.
sábado, 14 de novembro de 2009
A importância de ser alfabetizado.
Li, há algum tempo, na revista "Época", uma materia que falava de Marina Silva , a qual chamou minha atenção, não por motivos políticos, mas por causa de sua ascenção no PT, pelo fato de ser alfabetizada.
O que isso tem de extraordinário? É simplesmente pelo fato de ter sido ela alfabetizada apenas aos 16 anos de idade.
Marina Osmarina Silva Vaz de Lima, nasceu em um seringal , a 70 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, de família humilde. Aprendeu a fazer contas para vender borracha, aos 14 anos e com essa idade perdeu sua mãe.
Para tratar de uma hepatite, foi para a cidade de Rio Branco e decidiu ficar trabalhando como empregada doméstica para sobreviver.
Aos 16 anos, foi alfabetizada pelo extinto Mobral e, superando-se sempre, foi fazer a Faculdade de História e resolveu militar no movimento sindical.
Em 1984, aao lado de Chico Mendes, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre. Filiou-se ao PT e, numa carreira política vertiginosa, foi eleita a vereadora mais votada de Rio Branco, depois, a deputada mais votada pelo Estado do Acre, foi a mais nova senadora da República e, 2002, foi reeleita.
No ano de 2003 foi nomeada Ministra do Meio Ambiente ficando no cargo até 2008.
Resolvi contar essa história, sem nenhuma conotação política, apenas para servir de exemplo aos não alfabetizados.
Votei até o ano de 2002, quando já estava com 77 anos de idade. Depois disso, já dispensada de votar , por ter mais de setenta anos, e, desencantada com os políticos resolvi não mais votar.
O que isso tem de extraordinário? É simplesmente pelo fato de ter sido ela alfabetizada apenas aos 16 anos de idade.
Marina Osmarina Silva Vaz de Lima, nasceu em um seringal , a 70 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, de família humilde. Aprendeu a fazer contas para vender borracha, aos 14 anos e com essa idade perdeu sua mãe.
Para tratar de uma hepatite, foi para a cidade de Rio Branco e decidiu ficar trabalhando como empregada doméstica para sobreviver.
Aos 16 anos, foi alfabetizada pelo extinto Mobral e, superando-se sempre, foi fazer a Faculdade de História e resolveu militar no movimento sindical.
Em 1984, aao lado de Chico Mendes, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre. Filiou-se ao PT e, numa carreira política vertiginosa, foi eleita a vereadora mais votada de Rio Branco, depois, a deputada mais votada pelo Estado do Acre, foi a mais nova senadora da República e, 2002, foi reeleita.
No ano de 2003 foi nomeada Ministra do Meio Ambiente ficando no cargo até 2008.
Resolvi contar essa história, sem nenhuma conotação política, apenas para servir de exemplo aos não alfabetizados.
Votei até o ano de 2002, quando já estava com 77 anos de idade. Depois disso, já dispensada de votar , por ter mais de setenta anos, e, desencantada com os políticos resolvi não mais votar.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O que é ser "cool"?
Em inglês, ser "cool" é ser bacana, legal. Ser um bom irmão, passear com os filhos, fazer presentes para dar aos amigos, são atitudes que fazem uma pessoa ser bacana, e assim, mais feliz.
Essa matéria foi publicada no encarte da Folha de São Paulo, o Equilíbrio, na página sobre Filosofia. Sêneca, o filósofo romano, dizia que quem vive de acordo com a opinião dos outros nunca será rico em felicidade. Aristóteles, filósofo grego, dizia que a virtude está no meio.
Já, Marco Aurélio, imperador romano que se dedicou à filosofia, achava que deve-se viver cada momento da melhor maneira possível, sem se preocupar demais com o resultado.
Ser popular no Twitter ou no Facebook, jamais superam o valor de uma conversa. Ser "cool" não significa ter 500 seguidores no Twitter ou mil amigos no Facebook. Se você simplesmente ler seus e-mails com atenção e responder a eles com dedicação é provável que seja mais feliz.
Essa matéria foi publicada no encarte da Folha de São Paulo, o Equilíbrio, na página sobre Filosofia. Sêneca, o filósofo romano, dizia que quem vive de acordo com a opinião dos outros nunca será rico em felicidade. Aristóteles, filósofo grego, dizia que a virtude está no meio.
Já, Marco Aurélio, imperador romano que se dedicou à filosofia, achava que deve-se viver cada momento da melhor maneira possível, sem se preocupar demais com o resultado.
Ser popular no Twitter ou no Facebook, jamais superam o valor de uma conversa. Ser "cool" não significa ter 500 seguidores no Twitter ou mil amigos no Facebook. Se você simplesmente ler seus e-mails com atenção e responder a eles com dedicação é provável que seja mais feliz.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Minha cidade
Da varanda de minha casa,
na cadeira suspensa,
Vejo Bragança no alto do morro,
no topo do mundo,
o meu mundo.
Vejo casa, vejo prédios, vejo igrejas,
Vejo a poesia pairando no ar. (08/11/2006)
A CIDADE DE TIRADENTES
Chegamos ao século XVIII.
Casas beirando as calçadas;
pequenas, uma porta, uma ou duas janelas.
Ladeiras íngremes,
calçamento pé-de-moleque.
Igrejas suntuosas, estilo barroco,
altares folhados a ouro.
O chafariz tao antigo,
trás à memória
escravos cativos.
Um passe de mágica...
Estamos no século XXI.
Ateliês, artesanato,
restaurantes, lanchonetes.
Licores, cachaça,
doces, geléias, compotas...
E muitas pousadas
para pessoas cansadas
que voltavam do século XVIII. (24/05/2007)
na cadeira suspensa,
Vejo Bragança no alto do morro,
no topo do mundo,
o meu mundo.
Vejo casa, vejo prédios, vejo igrejas,
Vejo a poesia pairando no ar. (08/11/2006)
A CIDADE DE TIRADENTES
Chegamos ao século XVIII.
Casas beirando as calçadas;
pequenas, uma porta, uma ou duas janelas.
Ladeiras íngremes,
calçamento pé-de-moleque.
Igrejas suntuosas, estilo barroco,
altares folhados a ouro.
O chafariz tao antigo,
trás à memória
escravos cativos.
Um passe de mágica...
Estamos no século XXI.
Ateliês, artesanato,
restaurantes, lanchonetes.
Licores, cachaça,
doces, geléias, compotas...
E muitas pousadas
para pessoas cansadas
que voltavam do século XVIII. (24/05/2007)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Uma atitude adolescente
Namorávamos há seis meses. Ele estava com 18 anos, eu, 17. Foi então que surgiu um emprego para ele como ajudante de engenheiro agrimensor, para trabalhar em Apiaí, no sul do Estada de são Paulo.
Nosso namoro, apesar de estar no começo, era considerado sério. Estávamos encantados um com o outro.
Nos dias que antecederam sua partida, procurávamos estar juntos a maior parte do tempo, sofrendo de saudades antecipadas.
Naquele tempo, passava pela cidade uma linha ferroviária chamada Estrada de Ferro Bragantina e havia duas estações: a de Bragança, no Lavapés, e a Estação do Taboão. no outro extremo da cidade. A distância entre uma e outra era de poucos quilômetros.
No dia em que ele ia partir, tomando o trem na Estação de Bragança, nos encontramos no centro da cidade para as despedidas; olhos nos olhos, juras de amor ( era só o que se concedia na época ) e a separação.
Eu me reuni a algumas amigas e fomos para a casa de uma delas que ficava para os lados do bairro do Taboão. Todas queriam saber como tinha sido a despedida. Risos e brincadeiras. Então, de repente, me veio uma vontade louca de vê-lo outra vez.
A Estação do Taboão ficava a uns quinhentos metros da casa de minha amiga, e o trem ia fazer uma parada para pegar mais passageiros.
Gritei para as amigas: - Vou até a Estação! E saí em desabalada carreira.
Corri, corri, desesperada para chegar a tempo de ver o meu amor, mas o trem já estava partindo e só consegui vê-lo de relance. Ele me viu, acenou um adeus e eu fiquei olhando até a composição desaparecer na curva.
Coisas da juventude!
Nosso namoro, apesar de estar no começo, era considerado sério. Estávamos encantados um com o outro.
Nos dias que antecederam sua partida, procurávamos estar juntos a maior parte do tempo, sofrendo de saudades antecipadas.
Naquele tempo, passava pela cidade uma linha ferroviária chamada Estrada de Ferro Bragantina e havia duas estações: a de Bragança, no Lavapés, e a Estação do Taboão. no outro extremo da cidade. A distância entre uma e outra era de poucos quilômetros.
No dia em que ele ia partir, tomando o trem na Estação de Bragança, nos encontramos no centro da cidade para as despedidas; olhos nos olhos, juras de amor ( era só o que se concedia na época ) e a separação.
Eu me reuni a algumas amigas e fomos para a casa de uma delas que ficava para os lados do bairro do Taboão. Todas queriam saber como tinha sido a despedida. Risos e brincadeiras. Então, de repente, me veio uma vontade louca de vê-lo outra vez.
A Estação do Taboão ficava a uns quinhentos metros da casa de minha amiga, e o trem ia fazer uma parada para pegar mais passageiros.
Gritei para as amigas: - Vou até a Estação! E saí em desabalada carreira.
Corri, corri, desesperada para chegar a tempo de ver o meu amor, mas o trem já estava partindo e só consegui vê-lo de relance. Ele me viu, acenou um adeus e eu fiquei olhando até a composição desaparecer na curva.
Coisas da juventude!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A turma do Curso de Italiano
Em todas as tardes de quinta-feira, desde o ano de 2000, nós nos reunimos, na casa de Dona Nida para assistirmos a aulas de italiano; formamos um grupo de quatro senhoras, cujas idades variam de cinquenta e cinco a oitenta anos .
Nossa professora, a Dona Nida é a mais idosa, mas é uma pessoa extraordinária: inteligente, dinâmica, vaidosa com sua aparência, procura se envolver em projetos e trabalhos intelectuais e também naqueles que dizem respeito ao bem-estar físico e lúdico. Ela faz parte do Coral da Universidade da 3ª Idade, da USF, e adora cantar; elas se apresentam , em datas comemorativas, em vários lugares da cidade, como asilos, hospitais e festivais. O Coral é dirigido pelos professores Jussiara Vieira Barbosa e Douglas Alves de Oliveira.
Nós, Nilce, Elza, Eda ,Elena e eu, fazemos questão de não faltar às aulas. Pensam que é só para aprendermos o italiano? Pois estão redondamente enganados! O que nos leva às reuniões é a higiene mental que lá desfrutamos. É uma verdadeira terapia. Contamos piadas, comentamos os últimos acontecimentos, rimos de nossos erros gramaticais em italiano e aproveitamos qualquer ensejo para fazer uma brincadeira.
Quando o sr. Ércole, marido da "professoressa" era vivo, ele perguntava a ela o que fazíamos nas aulas, pois lá de seu escritório ouvia nossas risadas.
Aluno, seja de que idade for, é sempre aluno.
Este texto foi escrito enquanto ainda fazíamos as aulas e na ocasião eu já estava escrevendo meu primeiro livro que foi lançado em outubro de 2005.
Nossa professora, a Dona Nida é a mais idosa, mas é uma pessoa extraordinária: inteligente, dinâmica, vaidosa com sua aparência, procura se envolver em projetos e trabalhos intelectuais e também naqueles que dizem respeito ao bem-estar físico e lúdico. Ela faz parte do Coral da Universidade da 3ª Idade, da USF, e adora cantar; elas se apresentam , em datas comemorativas, em vários lugares da cidade, como asilos, hospitais e festivais. O Coral é dirigido pelos professores Jussiara Vieira Barbosa e Douglas Alves de Oliveira.
Nós, Nilce, Elza, Eda ,Elena e eu, fazemos questão de não faltar às aulas. Pensam que é só para aprendermos o italiano? Pois estão redondamente enganados! O que nos leva às reuniões é a higiene mental que lá desfrutamos. É uma verdadeira terapia. Contamos piadas, comentamos os últimos acontecimentos, rimos de nossos erros gramaticais em italiano e aproveitamos qualquer ensejo para fazer uma brincadeira.
Quando o sr. Ércole, marido da "professoressa" era vivo, ele perguntava a ela o que fazíamos nas aulas, pois lá de seu escritório ouvia nossas risadas.
Aluno, seja de que idade for, é sempre aluno.
Este texto foi escrito enquanto ainda fazíamos as aulas e na ocasião eu já estava escrevendo meu primeiro livro que foi lançado em outubro de 2005.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Filho do coração
Eu te busquei tanto, meu filho!
Tua imagem já existia dentro de mim, só faltava te encontrar.
Comecei a percorrer vários caminhos; alguns muito tortuosos, muito doloridos; outros mais amenos, mas também difíceis; outros atapetados de relva, mas que não levavam a lugar algum.
Até que um dia, Deus me pegou pela mão e me conduziu a um lugar simples, mas bonito, alegre, cheio de pessoas dispostas a ajudarem os outros com muito amor, muita solidariedade e ali eu te encontrei. Entre tantas crianças eu te reconheci e nosso amor aconteceu à primeira vista. E eu te levei para casa. E minha casa encheu-se de luz e de alegria!
Agradeço ao Senhor por ajudar-me a te encontrar.
Esse texto eu ofereci para minha neta Mariana, em seu 1º Dia das Mães, 9 de maio de 2004.
Tua imagem já existia dentro de mim, só faltava te encontrar.
Comecei a percorrer vários caminhos; alguns muito tortuosos, muito doloridos; outros mais amenos, mas também difíceis; outros atapetados de relva, mas que não levavam a lugar algum.
Até que um dia, Deus me pegou pela mão e me conduziu a um lugar simples, mas bonito, alegre, cheio de pessoas dispostas a ajudarem os outros com muito amor, muita solidariedade e ali eu te encontrei. Entre tantas crianças eu te reconheci e nosso amor aconteceu à primeira vista. E eu te levei para casa. E minha casa encheu-se de luz e de alegria!
Agradeço ao Senhor por ajudar-me a te encontrar.
Esse texto eu ofereci para minha neta Mariana, em seu 1º Dia das Mães, 9 de maio de 2004.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Mini contos
Uma visita inesperada
Fazia três meses que ele morrera. Nessa noite, era grande a saudade. Ela se deitou e, ao passar da vigília para o sono, sentiu uma presença a seu lado, na cama. Virou-se; era ele.
Sonho ou realidade?
Não importa; a visita lhe trouxe muita felicidade.
A Surpresa
Maria Clara estava feliz. Hoje seria a visita íntima na penitênciária. Ela ia ver seu marido. Penteou-se, pintou-se, fez-se linda. Foi para a prisão e encaminhou-se à cela onde se encontraria com o Zé.
Puxou a cortina que separava os ambientes e estacou, lívida; o corpo do Zé balançava na ponta de uma corda.
Fazia três meses que ele morrera. Nessa noite, era grande a saudade. Ela se deitou e, ao passar da vigília para o sono, sentiu uma presença a seu lado, na cama. Virou-se; era ele.
Sonho ou realidade?
Não importa; a visita lhe trouxe muita felicidade.
A Surpresa
Maria Clara estava feliz. Hoje seria a visita íntima na penitênciária. Ela ia ver seu marido. Penteou-se, pintou-se, fez-se linda. Foi para a prisão e encaminhou-se à cela onde se encontraria com o Zé.
Puxou a cortina que separava os ambientes e estacou, lívida; o corpo do Zé balançava na ponta de uma corda.
Assinar:
Postagens (Atom)