Ontem a turma da EEMABA, que começou GEMABA, se reuniu para uma confraternização. Para comemorar o que? Comemorar a saudade, a amizade que nos uniu, a vida enfim. Depois de tantos anos, alguns rostos ficaram desconhecidos nos primeiros momentos mas, aos poucos eles foram se definindo e íamos nos reconhecendo. A memória deu um salto para trás. O GEMABA, em 63, na descida Basílio Zecchin, que, ao se mudar dali para a R. Cel Luiz Leme, de Gemabinha , como era chamado carinhosamente, passou a ser Gemabão, pelo tamanho do prédio, depois CEMABA e atualmente EEMABA.
Quantas recordações! Quantos que já se foram!
Plagiando o poeta, naquele tempo a escola era risonha e franca, mas não havia nenhum professor de barbas brancas; os alunos, com sua curiosidade e fome de saber, incentivavam o professor que procurava dar sempre as melhores aulas... Eles competiam entre si e quando faziam trabalho em grupo, uns queriam ser melhores que os outros , de tal maneira que em uma ocasião levaram um formigueiro inteiro dentro de uma caixa para mostrar o que era uma colônia. Dar aula era um prazer imenso, mas havia uma compensação, pois o professor era muito valorizado.
E a escola de hoje, como estará? Nem quero saber, bastam minhas lembranças!
sábado, 24 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Fim da viagem ao Maranhão
A 2ª parada foi em Caburé, lugar aprazível onde almoçamos no Restaurante-Porto Buriti e degustamos uma comida deliciosa; era tudo muito rústico, mas havia duas piscinas, chalés para os hóspedes, redes para o descanso...Do outro lado ficava o mar. Todos foram até lá para nadar e encontraram um quiosque onde tomaram umas boas cervejas. Eu, já cansada , fiquei por ali mesmo, pedi uma água de coco e qual não foi a minha surpresa ao ver o rapaz ir até um coqueiro anão e apanhar uma fruta para fazer a minha bebida ? Só no nordeste mesmo!
Na volta ainda passamos por um farol e ali descemos; alguns subiram até o topo, enquanto outros não tiveram coragem de galgar os muitos degraus, por volta de 160.
Foi a última etapa desse maravilhoso e inesquecível passeio. Então, com muita pena, o grupo se separou; alguns ainda marcaram de se encontrar à noite, na cidade, mas nós não fomos, pois eu estava muito cansada do passeio e o Rafa também preferiu não ir.
No dia seguinte, pela manhã, fomos conhecer a cidadezinha que fica à beira do rio Preguiça; como era domingo a feira de artesanato estava fechada, assim como algumas lojas, mas achamos uma muito sofisticada e com produtos muito caros. Almoçamos em um restaurantezinho bastante acolhedor.
À tarde voltamos para São Luís numa viagem mais longa que a ida, pois só para pegar os passageiros demorou uma hora.
Na manhã de 2ª feira fizemos um tour pela cidade ; conhecemos o centro histórico, o palácio dos Leões onde mora o governador, atualmente a governadora Roseana Sarney, o mercado e várias praias...
Às 16:40h o avião saiu rumo a Brasília onde chegou às 20horas, depois de uma pequena escala em Imperariz; já que era uma conexão, deveria sair às 21:15 h com chegada prevista em Campinas às 22:15h, mas atrasou , e muito, saindo na hora que deveríamos ter chegado. Assim só chegamos a Campinas a 1:00h.
Seria o fim da viagem, mas o Rafinha preferiu me trazer para Bragança Paulista na mesma noite e ainda voltou para Campinas. Ufa! Que volta tumultuada!
Na volta ainda passamos por um farol e ali descemos; alguns subiram até o topo, enquanto outros não tiveram coragem de galgar os muitos degraus, por volta de 160.
Foi a última etapa desse maravilhoso e inesquecível passeio. Então, com muita pena, o grupo se separou; alguns ainda marcaram de se encontrar à noite, na cidade, mas nós não fomos, pois eu estava muito cansada do passeio e o Rafa também preferiu não ir.
No dia seguinte, pela manhã, fomos conhecer a cidadezinha que fica à beira do rio Preguiça; como era domingo a feira de artesanato estava fechada, assim como algumas lojas, mas achamos uma muito sofisticada e com produtos muito caros. Almoçamos em um restaurantezinho bastante acolhedor.
À tarde voltamos para São Luís numa viagem mais longa que a ida, pois só para pegar os passageiros demorou uma hora.
Na manhã de 2ª feira fizemos um tour pela cidade ; conhecemos o centro histórico, o palácio dos Leões onde mora o governador, atualmente a governadora Roseana Sarney, o mercado e várias praias...
Às 16:40h o avião saiu rumo a Brasília onde chegou às 20horas, depois de uma pequena escala em Imperariz; já que era uma conexão, deveria sair às 21:15 h com chegada prevista em Campinas às 22:15h, mas atrasou , e muito, saindo na hora que deveríamos ter chegado. Assim só chegamos a Campinas a 1:00h.
Seria o fim da viagem, mas o Rafinha preferiu me trazer para Bragança Paulista na mesma noite e ainda voltou para Campinas. Ufa! Que volta tumultuada!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Viagem ao Maranhão (cont)
Ao chegarmos novamente ao rio, enquanto esperávamos a balsa, tomamos um café e comemos tapioca que uma mulher preparava em um fogão rudimentar. Foi a tapoica mais gostosa que comi em toda a viagem. A balsa chegou e continuamos o caminho de volta.
No dia seguinte fizemos um passeio pelo rio Preguiça que achei maravilhoso; conforme íamos descendo o rio, nosso guia ia explicando sobre as árvores que o margeiam, dizendo o nome e a utilidade de cada uma. Em dado momento ele entrou em um igarapé, com árvores de raízes aéreas, uma beleza! Era tão estreito que dava para colocar as mãos nas plantas, mas o barqueiro recomendou que não as puséssemos na água, pois havia jacarés e sucuris; disse também que havia saguis, mas nós não os vimos.
Fizemos a 1ª parada em Vassouras e aí sim, vimos macaquinhos que vinham comer em nossas mãos; havia mesas para se descansar e comer alguma coisa. Ao lado, um pequeno espaço com artesanato feito principalmente com fibras das folhas de buruti pelas pessoas do lugar.
Voltamos à lancha, se é que se pode chamar assim um barco a motor com oito lugares e um pequeno toldo que cobria apenas uma parte,mas que cumpriu a contento a função de descer o rio.
No dia seguinte fizemos um passeio pelo rio Preguiça que achei maravilhoso; conforme íamos descendo o rio, nosso guia ia explicando sobre as árvores que o margeiam, dizendo o nome e a utilidade de cada uma. Em dado momento ele entrou em um igarapé, com árvores de raízes aéreas, uma beleza! Era tão estreito que dava para colocar as mãos nas plantas, mas o barqueiro recomendou que não as puséssemos na água, pois havia jacarés e sucuris; disse também que havia saguis, mas nós não os vimos.
Fizemos a 1ª parada em Vassouras e aí sim, vimos macaquinhos que vinham comer em nossas mãos; havia mesas para se descansar e comer alguma coisa. Ao lado, um pequeno espaço com artesanato feito principalmente com fibras das folhas de buruti pelas pessoas do lugar.
Voltamos à lancha, se é que se pode chamar assim um barco a motor com oito lugares e um pequeno toldo que cobria apenas uma parte,mas que cumpriu a contento a função de descer o rio.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Viagem ao Maranhão - cont.
Quando chegamos ao Hotel Solares, antes de qualquer coisa, fomos almoçar no belo restaurante e o serviço foi de primeira. O calor estava infernal e, após nos acomodarmos no apartamento, Rafinha foi dar um mergulho na linda piscina, enquanto eu fiquei colocando minhas roupas nos cabides, já que ficaríamos até domingo. Ar condicionado ligado direto.
Às 14 horas, a Toyota saiu com destino aos Lençóis. No grupo havia pessoas de várias partes do Brasil: a Marisa, que era de São Paulo, mas trabalhava em Brasília, a Rosângela, carioca,o casal Susana e Edmilson, de Curitiba, os jovens recém casados Suname e Hemington de São Luís e nós, mãe e filho, Leda e Rafael, de Bragança Paulista.
A Tyota precisava seguir a trilha na areia, e o que o bicho balançava não era brincadeira; nos lugares mais sinuosos, parecia que estávamos num liquidificador. E a mulherada gritava de dar gosto! No meio do caminho tinha um rio e então passamos para uma balsa; a Toyota também.
Finalmente chegamos. Eu, como não tenho mais vinte anos, ou melhor, tenho quatro vezes isso, consegui vencer apenas um trecho do areal, mas não perdi muita coisa, pois como as lagoas são formadas pela água da chuva estavam secas pelo simples motivo que ainda não chovera neste ano. Quem chegou bem mais adiante, ainda achou algumas com água e deram uns mergulhos. Eu comprei um DVD dos Lençois e fiqui sabendo que a temporada das lagoas cheias vai de maio a agosto.
Na volta pedi para ir no banco da frente e a viagem foi mais amena; dali a Toyota pulava e sacudia menos. O motorista era um rapaz de vinte anos chamado Josenaldo e bati um bom papo com ele. Filho de Damião e Ana Maria, tem um irmão chamado Josemar. Fiquei sabendo que já fez o Curso Médio e pretende fazer Faculdade de Turismo, em São Luís.
Às 14 horas, a Toyota saiu com destino aos Lençóis. No grupo havia pessoas de várias partes do Brasil: a Marisa, que era de São Paulo, mas trabalhava em Brasília, a Rosângela, carioca,o casal Susana e Edmilson, de Curitiba, os jovens recém casados Suname e Hemington de São Luís e nós, mãe e filho, Leda e Rafael, de Bragança Paulista.
A Tyota precisava seguir a trilha na areia, e o que o bicho balançava não era brincadeira; nos lugares mais sinuosos, parecia que estávamos num liquidificador. E a mulherada gritava de dar gosto! No meio do caminho tinha um rio e então passamos para uma balsa; a Toyota também.
Finalmente chegamos. Eu, como não tenho mais vinte anos, ou melhor, tenho quatro vezes isso, consegui vencer apenas um trecho do areal, mas não perdi muita coisa, pois como as lagoas são formadas pela água da chuva estavam secas pelo simples motivo que ainda não chovera neste ano. Quem chegou bem mais adiante, ainda achou algumas com água e deram uns mergulhos. Eu comprei um DVD dos Lençois e fiqui sabendo que a temporada das lagoas cheias vai de maio a agosto.
Na volta pedi para ir no banco da frente e a viagem foi mais amena; dali a Toyota pulava e sacudia menos. O motorista era um rapaz de vinte anos chamado Josenaldo e bati um bom papo com ele. Filho de Damião e Ana Maria, tem um irmão chamado Josemar. Fiquei sabendo que já fez o Curso Médio e pretende fazer Faculdade de Turismo, em São Luís.
terça-feira, 30 de março de 2010
Viagem ao Maranhão
Chegamos a São Luís, eu e meu filho Rafinha no dia 04 de março , às 14 horas. No dia seguinte um ônibus foi pegar-nos no Hotel , com destino a Barreirinhas, cidade onde se localiza o Park Lençois Maranhenses. Viajamos quatro horas. No percurso, passamos por pequenas vilas pobres, casas esparsas de tijolos , sem revestimento e coberta scom folhas de buriti e/ou carnaúba.
No meio do caminho paramos para um lanche num lugar pitoresco, ao ar livre. Pegamos uma mesa e convidamos nossa companheira de viagem, a Marisa, para sentar conosco. Ficamos sabendo que ela é de São Paulo, mas trabalha em Brasília. Falamos de nós.
Finalmente chegamos a Barreirinhas, e fomos hospedados, meu filho e eu, no Hotel Resort composto de três prédios; ficamos no Atins. Descanso par a irmos, no dia seguinte aos Lençóis.
No meio do caminho paramos para um lanche num lugar pitoresco, ao ar livre. Pegamos uma mesa e convidamos nossa companheira de viagem, a Marisa, para sentar conosco. Ficamos sabendo que ela é de São Paulo, mas trabalha em Brasília. Falamos de nós.
Finalmente chegamos a Barreirinhas, e fomos hospedados, meu filho e eu, no Hotel Resort composto de três prédios; ficamos no Atins. Descanso par a irmos, no dia seguinte aos Lençóis.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher
Em homenagem às mulheres, aqui vai uma trova:
Para a mulher, só um dia,
àquela que traz no ventre,
sempre com tanta alegria,
do futuro, a semente?
Para a mulher, só um dia,
àquela que traz no ventre,
sempre com tanta alegria,
do futuro, a semente?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Minha Primeira Poesia
MONTE VERDE
Incrustada na montanha,
Jóia, verde esmeralda,
de céu azul, ar puro,
no alto, a passarada.
A estrada, em zig-zag,
passa por eucalíptos,
pinheiros e araucárias.
No ar, aroma sutil.
Linda vista; ao longe
os montes se multiplicam,
o verde muda de tom,
fica azul, quando triplicam.
Lá, bem no horizonte,
os cumes entram nas nuvens.
Olhando essa paisagem,
cremos em Deus, nosso lúmen!
Incrustada na montanha,
Jóia, verde esmeralda,
de céu azul, ar puro,
no alto, a passarada.
A estrada, em zig-zag,
passa por eucalíptos,
pinheiros e araucárias.
No ar, aroma sutil.
Linda vista; ao longe
os montes se multiplicam,
o verde muda de tom,
fica azul, quando triplicam.
Lá, bem no horizonte,
os cumes entram nas nuvens.
Olhando essa paisagem,
cremos em Deus, nosso lúmen!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Meus dois escudeiros
Rafael e eu, depois de quase três anos de namoro, tivéramos uma briga muito feia, tão feia que pôs fim no nosso relacionamento.
Em maio de 1945 quando estávamos brigados, ia acontecer o casamento de uma grande amiga; o futuro marido dela e o Rafael eram também grandes amigos, assim, ele foi convidado para ir ao casamento. Veio de São Paulo com o noivo outro amigo seu chamado Antero que me foi apresentado, se interessou por mim e iniciamos um namorico.
Depois da cerimônia do casamento na Igreja, ia haver um baile num salão da cidade e Antero pediu a meus pais para me levar e eles permitiram.
Chegamos à festa. O Rafael estava lá! Quando o vi, meu coração disparou, pois fazia quarenta dias que estávamos separados. Uma eternidade!
Pensam que fiquei em casa me lamentando? Muito pelo contrário, pois durante esse tempo, "paquerei"(não era esse o termo usado na época) três rapazes, que, modéstia à parte, encantaram-se comigo.
No baile, dancei com vários rapazes, principalmente com Antero. Em certo momento o irmão caçula da noiva veio me dar um recado:
- O Rafael mandou perguntar se você dança com ele.
Meu Deus, era o que eu mais queria! -Diga que sim.
Dali a pouco, quando começou a música, ele veio. Saímos dançando, o coração de ambos batendo descompassadamente, a gente querendo falar e não dizendo nada, mas o calor dos nossos corpos falava por nós.
Depois as danças se revezaram entre Rafael e Antero.
Rafael e eu já nos havíamos entendido e estávamos loucos para ficarmos a sós, para trocarmos beijos e abraços; então ele disse:
Vou levar você para casa.
- Não é possível, pois o Antero me trouxe e vai querer me levar, cumprindo o trato que fez com meus pais.
Vamos fazer o seguinte: nós sairemos pela porta lateral, um de cada vez, para ele não perceber; eu saio primeiro e você vai logo em seguida.
Combinado.
O Antero, porém, que não era bobo nem nada, desconfiou e quando eu saí logo atrás do Rafael, quem encontramos na porta? O próprio.
Os dois começaram a discutir, ambos querendo me fazer companhia até minha casa. Com medo que a discussão se agravasse, eu disse:
- Os dois me levam!
E assim foi feito: eu no meio e um de cada lado. Chegando em casa, me despedi dos dois e entrei. Entrei, fechei a porta, mas não subi a escada; fiquei esperando, pois sabia que o Rafael voltaria. Dentro de alguns minutos, uma leve batida... Abri a porta e os braços e matamos as saudades represadas. Sò abraços e beijos , o que se permitia na época.
Em junho, no dia de S.Pedro, ficamos noivos.
Em maio de 1945 quando estávamos brigados, ia acontecer o casamento de uma grande amiga; o futuro marido dela e o Rafael eram também grandes amigos, assim, ele foi convidado para ir ao casamento. Veio de São Paulo com o noivo outro amigo seu chamado Antero que me foi apresentado, se interessou por mim e iniciamos um namorico.
Depois da cerimônia do casamento na Igreja, ia haver um baile num salão da cidade e Antero pediu a meus pais para me levar e eles permitiram.
Chegamos à festa. O Rafael estava lá! Quando o vi, meu coração disparou, pois fazia quarenta dias que estávamos separados. Uma eternidade!
Pensam que fiquei em casa me lamentando? Muito pelo contrário, pois durante esse tempo, "paquerei"(não era esse o termo usado na época) três rapazes, que, modéstia à parte, encantaram-se comigo.
No baile, dancei com vários rapazes, principalmente com Antero. Em certo momento o irmão caçula da noiva veio me dar um recado:
- O Rafael mandou perguntar se você dança com ele.
Meu Deus, era o que eu mais queria! -Diga que sim.
Dali a pouco, quando começou a música, ele veio. Saímos dançando, o coração de ambos batendo descompassadamente, a gente querendo falar e não dizendo nada, mas o calor dos nossos corpos falava por nós.
Depois as danças se revezaram entre Rafael e Antero.
Rafael e eu já nos havíamos entendido e estávamos loucos para ficarmos a sós, para trocarmos beijos e abraços; então ele disse:
Vou levar você para casa.
- Não é possível, pois o Antero me trouxe e vai querer me levar, cumprindo o trato que fez com meus pais.
Vamos fazer o seguinte: nós sairemos pela porta lateral, um de cada vez, para ele não perceber; eu saio primeiro e você vai logo em seguida.
Combinado.
O Antero, porém, que não era bobo nem nada, desconfiou e quando eu saí logo atrás do Rafael, quem encontramos na porta? O próprio.
Os dois começaram a discutir, ambos querendo me fazer companhia até minha casa. Com medo que a discussão se agravasse, eu disse:
- Os dois me levam!
E assim foi feito: eu no meio e um de cada lado. Chegando em casa, me despedi dos dois e entrei. Entrei, fechei a porta, mas não subi a escada; fiquei esperando, pois sabia que o Rafael voltaria. Dentro de alguns minutos, uma leve batida... Abri a porta e os braços e matamos as saudades represadas. Sò abraços e beijos , o que se permitia na época.
Em junho, no dia de S.Pedro, ficamos noivos.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
algumas trovas da Leda
Viver com muito otimismo,
é bom à longevidade;
se além houver altruísmo,
haverá felicidade.
Ai, este amor infinito
que vive em meu coração,
como pode, amor bendito,
viver só de ilusão?
Oh, lindo amor, minha sorte,
tão entranhado no ser,
que mesmo depois da morte
ele existe sem saber.
Ai, que saudade de mim,
quando tinha ilusão
da vida, sonho sem fim,
enchendo meu coração!
Longe vai a mocidade,
tempo que fui tão feliz!
Dela sobrou a saudade,
da vida, a cicatriz.
Inverno, bela estação,
na qual a planta descança
pra voltar em vibração,
com toda sua pujança.
é bom à longevidade;
se além houver altruísmo,
haverá felicidade.
Ai, este amor infinito
que vive em meu coração,
como pode, amor bendito,
viver só de ilusão?
Oh, lindo amor, minha sorte,
tão entranhado no ser,
que mesmo depois da morte
ele existe sem saber.
Ai, que saudade de mim,
quando tinha ilusão
da vida, sonho sem fim,
enchendo meu coração!
Longe vai a mocidade,
tempo que fui tão feliz!
Dela sobrou a saudade,
da vida, a cicatriz.
Inverno, bela estação,
na qual a planta descança
pra voltar em vibração,
com toda sua pujança.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Progresso
Comecei a usar computador para escrever um livro mais ou menos no ano de 2004; trabalhava só com Word e lancei esse que foi meu 1º em outubro de 2005 com o nome de "Lampejos da Memória". No ano de 2007 lancei outro livro que se chama "Mulheres Realizadoras em Bragança Paulista. Em toda mudança de ano eu me propunha a entrar na internet mas não tinha coragem até que em 2009 comecei. Já trabalho com e-mail, tenho um blog , agora estou no orkut e estou escrevendo o 3º livro, desta vez, de ficção, ao qual dei o nome de "Uma vida no lixo". Espero terminá-lo e fazer o lançamento ainda neste ano quando devo completar 85 anos de idade.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
coisas de criança e de gente grande
Que homem surdo, mãe!
Estávamos em Campinas, indo, de carro, para Valinhos.
O motorista do carro que estava na frente do nosso, quando parava nos semáforos descia e ia olhar no portamalas.
Depois de algumas vezes que isso aconteceu, minha neta Samanta, com uns sete anos, disse:-que homem surdo, mãe!. Não compreendemos nada e elaexplicou achar esquisito aquilo que o motorista da frente fazia. então percebemos que ela estava querendo dizer "que absurdo, mãe!
Destilação
Uma de minhas filhas achou muita graça na piada que lhe contaram:
"como se destila ácido sulfúrico? É fácil, disse a pessoa que contava a piada. Estendendo a mão com a palma para cima, ela disse; - você põe aqui ( mostrando a palma) e dai deste lado ( mostrando o dorso) .
Então minha filha foi contar a piada para alguém e depois da pergunta, mostrando a mão, disse: - você põe aqui, mostrando a palma , e sai aqui, mostrando o dorso.
Ninguém riu. Pudera!
A toca do Leão
Minha filha recém-casada chegou em minha casa aos prantos. " O que aconteceu, filha?"
E ela: -cheguei em casa, e encontrei uma caverna escura com um leão dentro.
Ela esquecera de pagar a conta de luz, e o leão era o marido.
Estávamos em Campinas, indo, de carro, para Valinhos.
O motorista do carro que estava na frente do nosso, quando parava nos semáforos descia e ia olhar no portamalas.
Depois de algumas vezes que isso aconteceu, minha neta Samanta, com uns sete anos, disse:-que homem surdo, mãe!. Não compreendemos nada e elaexplicou achar esquisito aquilo que o motorista da frente fazia. então percebemos que ela estava querendo dizer "que absurdo, mãe!
Destilação
Uma de minhas filhas achou muita graça na piada que lhe contaram:
"como se destila ácido sulfúrico? É fácil, disse a pessoa que contava a piada. Estendendo a mão com a palma para cima, ela disse; - você põe aqui ( mostrando a palma) e dai deste lado ( mostrando o dorso) .
Então minha filha foi contar a piada para alguém e depois da pergunta, mostrando a mão, disse: - você põe aqui, mostrando a palma , e sai aqui, mostrando o dorso.
Ninguém riu. Pudera!
A toca do Leão
Minha filha recém-casada chegou em minha casa aos prantos. " O que aconteceu, filha?"
E ela: -cheguei em casa, e encontrei uma caverna escura com um leão dentro.
Ela esquecera de pagar a conta de luz, e o leão era o marido.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Uma grande mulher.
A catástrofe do Haiti matou muita gente; todos os que morreram tinham sua importância como pessoa.
O Brasil chora a morte de tantos que lá estavam em missão de paz, mas a maior perda para nosso país foi a da grande mulher Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, organização formada hoje por 260 mil voluntários que acompanha quase dois milhões de gestantes e crianças menores de seis anos, além de um milhão e quatrocentas mil famílias pobres em 4.063 municípios.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: "O Brasil deve muito a Zilda. Ela mostrou como é possível enfrentar os problemas sociais e reduzir o sofrimento dos mais pobres. C
onseguimos baixar a mortalidade infantil não só pela ação dos governos, mas pelo devotamento dela e da pastoral."
Se houvesse mais mulheres como a sanitarista e pediatra Dra. Zilda Arns Neumann, não seria o mundo conturbado e violento que é.
O Brasil chora a morte de tantos que lá estavam em missão de paz, mas a maior perda para nosso país foi a da grande mulher Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, organização formada hoje por 260 mil voluntários que acompanha quase dois milhões de gestantes e crianças menores de seis anos, além de um milhão e quatrocentas mil famílias pobres em 4.063 municípios.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: "O Brasil deve muito a Zilda. Ela mostrou como é possível enfrentar os problemas sociais e reduzir o sofrimento dos mais pobres. C
onseguimos baixar a mortalidade infantil não só pela ação dos governos, mas pelo devotamento dela e da pastoral."
Se houvesse mais mulheres como a sanitarista e pediatra Dra. Zilda Arns Neumann, não seria o mundo conturbado e violento que é.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
O TREM DE MINHA JUVENTUDE
Jovens graciosas, cheias de alegria, ilusões
à procura dos vagões do trem da Bragantina.
Lá vem o trem, na estação do Lavapés!
Ainda em algazarra cantam e brincam
durante o percurso até a estação do Taboão.
Voltam à praça da Matriz e ali se despedem:
até domingo que vem, quando vamos outra vez
passear de trem!
à procura dos vagões do trem da Bragantina.
Lá vem o trem, na estação do Lavapés!
Ainda em algazarra cantam e brincam
durante o percurso até a estação do Taboão.
Voltam à praça da Matriz e ali se despedem:
até domingo que vem, quando vamos outra vez
passear de trem!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Novas Trovas
Sente muita solidão
A quem a tristeza invade
Procure em seu coração
Que encontrará a saudade
Trabalhei tanto na vida
que hoje só quero paz.
No meu nome já tem Lida,
como mamãe foi capaz?
Não vesti a camisola
esperando meu amor,
mas ele nem por esmola,
veio aplacar meu ardor
A camisola da noite,
feita com tanto carinho,
me machuca como açoite,
ainda em seu próprio ninho.
A quem a tristeza invade
Procure em seu coração
Que encontrará a saudade
Trabalhei tanto na vida
que hoje só quero paz.
No meu nome já tem Lida,
como mamãe foi capaz?
Não vesti a camisola
esperando meu amor,
mas ele nem por esmola,
veio aplacar meu ardor
A camisola da noite,
feita com tanto carinho,
me machuca como açoite,
ainda em seu próprio ninho.
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