domingo, 27 de dezembro de 2009
2010
Que este ano seja iluminado. Que o Homem melhore pois assim o mundo também melhorará. Que se procure construir a paz, apesar de achar que isso é uma utopia. Que o governo deste país se conscientize da necessidade de preservar as florestas, nossa grande requeza. Que a música, a arte e a literatura floreçam, para cultivar o espírito do Homem. Que exista muito Amor entre os Homens, e que a espitualidade esteja sempre presente. Que assim seja.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Uma História de luta.
Antes de escrever a história gostaria de chamar a atenção dos seguidores deste blog, sobre dois erros que encontrei ao rever os textos. Deve ter outros, mas, por enquanto, vou corrigir os seguintes: o 1º se encontra na poesia "A cidade de Tiradentes" onde diz O chafariz tão antigo, traz (d0 verbo trazer, e não trás, como foi escrito; o 2º, está na 1ª trova de Natal, postada no dia 28/11, onde está escrito "vem", deveria ser "Veem as lembranças tão lindas!"
Agora um recado para minhas netas Lívia e Tita: a matéria "O que é ser "cool"", foi transcrita da página sobre Filosofia, no encarte da Folha de S.Paulo, Equilíbrio. Portanto, queridas netas, sinto decepcioná-las, mas eu tambem não sei como funciona. Agora, vou fazer questão de saber e aprender.
Agora, a história.
Estávamos em 1963. Eu era professora primária, mas lecionava em ginásio o que poderia ser feito frequentando um curso de atualização nas férias. Meu emprego era instável, pois dependia do número de aulas que sobrassem após os professores efetivos terem escolhido aquelas que lhes conviessem. No início daquele ano minha irmã me aconselhou a fazer um Curso de Aperfeiçoamento, de um ano, que me daria como prêmio uma vaga na escola primária mais perto da cidade; para isso, eu deveria ter a nota mais alta da classe, acima de nove.
Como minha situação financeira estava difícil, pois meu marido estava hospitalizado e eu, com 37 anos, já tinha oito filhos, resolvi encarar o desafio e, no final do Curso, cinco quilos mais magra e aparência de dez anos mais velha, consegui o que desejava: com média 9,75, superei todas as outras e fiz jus ao ambicionado prêmio, que foi uma vaga no melhor grupo escolar da cidade.
Agora um recado para minhas netas Lívia e Tita: a matéria "O que é ser "cool"", foi transcrita da página sobre Filosofia, no encarte da Folha de S.Paulo, Equilíbrio. Portanto, queridas netas, sinto decepcioná-las, mas eu tambem não sei como funciona. Agora, vou fazer questão de saber e aprender.
Agora, a história.
Estávamos em 1963. Eu era professora primária, mas lecionava em ginásio o que poderia ser feito frequentando um curso de atualização nas férias. Meu emprego era instável, pois dependia do número de aulas que sobrassem após os professores efetivos terem escolhido aquelas que lhes conviessem. No início daquele ano minha irmã me aconselhou a fazer um Curso de Aperfeiçoamento, de um ano, que me daria como prêmio uma vaga na escola primária mais perto da cidade; para isso, eu deveria ter a nota mais alta da classe, acima de nove.
Como minha situação financeira estava difícil, pois meu marido estava hospitalizado e eu, com 37 anos, já tinha oito filhos, resolvi encarar o desafio e, no final do Curso, cinco quilos mais magra e aparência de dez anos mais velha, consegui o que desejava: com média 9,75, superei todas as outras e fiz jus ao ambicionado prêmio, que foi uma vaga no melhor grupo escolar da cidade.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A Escola que eu vivi
Quando frequentei o antigo primário, a escola era maravilhosa!
Tudo era limpo e agradável no Grupo Escolar "Dr. Jorge Tibiriçá, uma das escolas da época. Os professores eram ótimos como d. Delza Squilacci, d. Jandira Costa Valente, as irmãs Sara, Argenyina e Hebe Machado Leme e outras, das quais não me recordo os nomes. Além das aulas regulamentares, havia muitas festas com números de canto, recitativo, teatro e bailados.
Em todo final de ano havia exposições de trabalhos manuais, ocupando várias salas. O ensino era puxado e o diretor aparecia de vez em quando para avaliar a turma.
Mesmo sendo apenas professora primária, eu dava aulas em Ginásio, pois não havia Faculdade em Bragança e nem nas cidades vizinhas naquela época. Em 1963 comecei a ministrar aulas de Ciências Físicas e Biológicas no recém criado Ginásio "Dr. Alcindo Bueno de Assis", o CEMABA.
Ensinar naquele tempo era uma delícia! Os alunos se condentravam nas explicações, se interessavam tanto a ponto de desafiar o professor, incentivando-o a sempre se atualizar. Nos trabalhos de equipe, os membros de cadasuma procuravam fazer que a sua fosse a melhor, o que resultava em trabalhos belíssimos.
Meus filhos mais velhos estudaram no Colégio Estadual"Cásper Líbero" cujo ensino era melhor até que o do Colégio "Coração de Jesus." E não se pagava nada para estudar nessa magnífica escola.
Quando fiz o Magistério no Colégio das Madres, que era o Coração de Jesus, o único na cidade, os pais precisavam fazer sacrífios para mandar as filhas estudarem lá, pois ter uma filha professora era a glória! Por outro lado, era uma das poucas profissões que a mulher podia ter. Apesar disso, eu amava essa profissão que , praticamente, me fora imposta. Eu gostava tanto de dar aula, que até hoje sonho que estou lecionando.
Quando me aposentei, em 86, os alunos já não eram os mesmos: um aluno chegou a me dizer que eu estava gritando com ele, coisa que eu não costumava fazer, mas fizera.
Foi por isso que fiquei estarrecida com coisas que acontecem hoje em dia, e das quais fiquei sabendo através do livro "O quadro negro da educação", do professor Volpone, aliás, muito bom. Eu ouvia falar da situação atual nas salas de aula, mas nunca imaginei que tinha chegado a esse ponto.
Enquanto a maioria dos políticos faz "carnaval" com o dinheiro do povo, a educação, a saúde a segurança e outros serviços essenciais, estão um verdadeiro caos. Até quando?
Tudo era limpo e agradável no Grupo Escolar "Dr. Jorge Tibiriçá, uma das escolas da época. Os professores eram ótimos como d. Delza Squilacci, d. Jandira Costa Valente, as irmãs Sara, Argenyina e Hebe Machado Leme e outras, das quais não me recordo os nomes. Além das aulas regulamentares, havia muitas festas com números de canto, recitativo, teatro e bailados.
Em todo final de ano havia exposições de trabalhos manuais, ocupando várias salas. O ensino era puxado e o diretor aparecia de vez em quando para avaliar a turma.
Mesmo sendo apenas professora primária, eu dava aulas em Ginásio, pois não havia Faculdade em Bragança e nem nas cidades vizinhas naquela época. Em 1963 comecei a ministrar aulas de Ciências Físicas e Biológicas no recém criado Ginásio "Dr. Alcindo Bueno de Assis", o CEMABA.
Ensinar naquele tempo era uma delícia! Os alunos se condentravam nas explicações, se interessavam tanto a ponto de desafiar o professor, incentivando-o a sempre se atualizar. Nos trabalhos de equipe, os membros de cadasuma procuravam fazer que a sua fosse a melhor, o que resultava em trabalhos belíssimos.
Meus filhos mais velhos estudaram no Colégio Estadual"Cásper Líbero" cujo ensino era melhor até que o do Colégio "Coração de Jesus." E não se pagava nada para estudar nessa magnífica escola.
Quando fiz o Magistério no Colégio das Madres, que era o Coração de Jesus, o único na cidade, os pais precisavam fazer sacrífios para mandar as filhas estudarem lá, pois ter uma filha professora era a glória! Por outro lado, era uma das poucas profissões que a mulher podia ter. Apesar disso, eu amava essa profissão que , praticamente, me fora imposta. Eu gostava tanto de dar aula, que até hoje sonho que estou lecionando.
Quando me aposentei, em 86, os alunos já não eram os mesmos: um aluno chegou a me dizer que eu estava gritando com ele, coisa que eu não costumava fazer, mas fizera.
Foi por isso que fiquei estarrecida com coisas que acontecem hoje em dia, e das quais fiquei sabendo através do livro "O quadro negro da educação", do professor Volpone, aliás, muito bom. Eu ouvia falar da situação atual nas salas de aula, mas nunca imaginei que tinha chegado a esse ponto.
Enquanto a maioria dos políticos faz "carnaval" com o dinheiro do povo, a educação, a saúde a segurança e outros serviços essenciais, estão um verdadeiro caos. Até quando?
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Coisas de criança.
Quando meu penúltimo filho foi à praia pela 1ª vez, aos dois anos e meio, ao ver o mar, gritou " Mãe, olha a água virando cambote!"
Uma de minhas netas, quando tinha uns quatro anos, foi mandada pela mãe colocar ração na gamela do cachorrinho. Ela colocou uma certa porção e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe olhou e respondeu que não. A menina colocou mais um pouco e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe respondeu que sim. Então a menina perguntou "Mãe, o que é suficiente?"
Quando meu último filho, com sete anos, estava com os pais em um passeio, ao passar por um motel, ele, que já estava lendo, disse "Mãe, olha, um hotel para moto!"
Uma de minhas netas, quando tinha uns quatro anos, foi mandada pela mãe colocar ração na gamela do cachorrinho. Ela colocou uma certa porção e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe olhou e respondeu que não. A menina colocou mais um pouco e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe respondeu que sim. Então a menina perguntou "Mãe, o que é suficiente?"
Quando meu último filho, com sete anos, estava com os pais em um passeio, ao passar por um motel, ele, que já estava lendo, disse "Mãe, olha, um hotel para moto!"
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