quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Escola que eu vivi

Quando frequentei o antigo primário, a escola era maravilhosa!
Tudo era limpo e agradável no Grupo Escolar "Dr. Jorge Tibiriçá, uma das escolas da época. Os professores eram ótimos como d. Delza Squilacci, d. Jandira Costa Valente, as irmãs Sara, Argenyina e Hebe Machado Leme e outras, das quais não me recordo os nomes. Além das aulas regulamentares, havia muitas festas com números de canto, recitativo, teatro e bailados.
Em todo final de ano havia exposições de trabalhos manuais, ocupando várias salas. O ensino era puxado e o diretor aparecia de vez em quando para avaliar a turma.
Mesmo sendo apenas professora primária, eu dava aulas em Ginásio, pois não havia Faculdade em Bragança e nem nas cidades vizinhas naquela época. Em 1963 comecei a ministrar aulas de Ciências Físicas e Biológicas no recém criado Ginásio "Dr. Alcindo Bueno de Assis", o CEMABA.
Ensinar naquele tempo era uma delícia! Os alunos se condentravam nas explicações, se interessavam tanto a ponto de desafiar o professor, incentivando-o a sempre se atualizar. Nos trabalhos de equipe, os membros de cadasuma procuravam fazer que a sua fosse a melhor, o que resultava em trabalhos belíssimos.
Meus filhos mais velhos estudaram no Colégio Estadual"Cásper Líbero" cujo ensino era melhor até que o do Colégio "Coração de Jesus." E não se pagava nada para estudar nessa magnífica escola.
Quando fiz o Magistério no Colégio das Madres, que era o Coração de Jesus, o único na cidade, os pais precisavam fazer sacrífios para mandar as filhas estudarem lá, pois ter uma filha professora era a glória! Por outro lado, era uma das poucas profissões que a mulher podia ter. Apesar disso, eu amava essa profissão que , praticamente, me fora imposta. Eu gostava tanto de dar aula, que até hoje sonho que estou lecionando.
Quando me aposentei, em 86, os alunos já não eram os mesmos: um aluno chegou a me dizer que eu estava gritando com ele, coisa que eu não costumava fazer, mas fizera.
Foi por isso que fiquei estarrecida com coisas que acontecem hoje em dia, e das quais fiquei sabendo através do livro "O quadro negro da educação", do professor Volpone, aliás, muito bom. Eu ouvia falar da situação atual nas salas de aula, mas nunca imaginei que tinha chegado a esse ponto.
Enquanto a maioria dos políticos faz "carnaval" com o dinheiro do povo, a educação, a saúde a segurança e outros serviços essenciais, estão um verdadeiro caos. Até quando?

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