Ontem a turma da EEMABA, que começou GEMABA, se reuniu para uma confraternização. Para comemorar o que? Comemorar a saudade, a amizade que nos uniu, a vida enfim. Depois de tantos anos, alguns rostos ficaram desconhecidos nos primeiros momentos mas, aos poucos eles foram se definindo e íamos nos reconhecendo. A memória deu um salto para trás. O GEMABA, em 63, na descida Basílio Zecchin, que, ao se mudar dali para a R. Cel Luiz Leme, de Gemabinha , como era chamado carinhosamente, passou a ser Gemabão, pelo tamanho do prédio, depois CEMABA e atualmente EEMABA.
Quantas recordações! Quantos que já se foram!
Plagiando o poeta, naquele tempo a escola era risonha e franca, mas não havia nenhum professor de barbas brancas; os alunos, com sua curiosidade e fome de saber, incentivavam o professor que procurava dar sempre as melhores aulas... Eles competiam entre si e quando faziam trabalho em grupo, uns queriam ser melhores que os outros , de tal maneira que em uma ocasião levaram um formigueiro inteiro dentro de uma caixa para mostrar o que era uma colônia. Dar aula era um prazer imenso, mas havia uma compensação, pois o professor era muito valorizado.
E a escola de hoje, como estará? Nem quero saber, bastam minhas lembranças!
sábado, 24 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Fim da viagem ao Maranhão
A 2ª parada foi em Caburé, lugar aprazível onde almoçamos no Restaurante-Porto Buriti e degustamos uma comida deliciosa; era tudo muito rústico, mas havia duas piscinas, chalés para os hóspedes, redes para o descanso...Do outro lado ficava o mar. Todos foram até lá para nadar e encontraram um quiosque onde tomaram umas boas cervejas. Eu, já cansada , fiquei por ali mesmo, pedi uma água de coco e qual não foi a minha surpresa ao ver o rapaz ir até um coqueiro anão e apanhar uma fruta para fazer a minha bebida ? Só no nordeste mesmo!
Na volta ainda passamos por um farol e ali descemos; alguns subiram até o topo, enquanto outros não tiveram coragem de galgar os muitos degraus, por volta de 160.
Foi a última etapa desse maravilhoso e inesquecível passeio. Então, com muita pena, o grupo se separou; alguns ainda marcaram de se encontrar à noite, na cidade, mas nós não fomos, pois eu estava muito cansada do passeio e o Rafa também preferiu não ir.
No dia seguinte, pela manhã, fomos conhecer a cidadezinha que fica à beira do rio Preguiça; como era domingo a feira de artesanato estava fechada, assim como algumas lojas, mas achamos uma muito sofisticada e com produtos muito caros. Almoçamos em um restaurantezinho bastante acolhedor.
À tarde voltamos para São Luís numa viagem mais longa que a ida, pois só para pegar os passageiros demorou uma hora.
Na manhã de 2ª feira fizemos um tour pela cidade ; conhecemos o centro histórico, o palácio dos Leões onde mora o governador, atualmente a governadora Roseana Sarney, o mercado e várias praias...
Às 16:40h o avião saiu rumo a Brasília onde chegou às 20horas, depois de uma pequena escala em Imperariz; já que era uma conexão, deveria sair às 21:15 h com chegada prevista em Campinas às 22:15h, mas atrasou , e muito, saindo na hora que deveríamos ter chegado. Assim só chegamos a Campinas a 1:00h.
Seria o fim da viagem, mas o Rafinha preferiu me trazer para Bragança Paulista na mesma noite e ainda voltou para Campinas. Ufa! Que volta tumultuada!
Na volta ainda passamos por um farol e ali descemos; alguns subiram até o topo, enquanto outros não tiveram coragem de galgar os muitos degraus, por volta de 160.
Foi a última etapa desse maravilhoso e inesquecível passeio. Então, com muita pena, o grupo se separou; alguns ainda marcaram de se encontrar à noite, na cidade, mas nós não fomos, pois eu estava muito cansada do passeio e o Rafa também preferiu não ir.
No dia seguinte, pela manhã, fomos conhecer a cidadezinha que fica à beira do rio Preguiça; como era domingo a feira de artesanato estava fechada, assim como algumas lojas, mas achamos uma muito sofisticada e com produtos muito caros. Almoçamos em um restaurantezinho bastante acolhedor.
À tarde voltamos para São Luís numa viagem mais longa que a ida, pois só para pegar os passageiros demorou uma hora.
Na manhã de 2ª feira fizemos um tour pela cidade ; conhecemos o centro histórico, o palácio dos Leões onde mora o governador, atualmente a governadora Roseana Sarney, o mercado e várias praias...
Às 16:40h o avião saiu rumo a Brasília onde chegou às 20horas, depois de uma pequena escala em Imperariz; já que era uma conexão, deveria sair às 21:15 h com chegada prevista em Campinas às 22:15h, mas atrasou , e muito, saindo na hora que deveríamos ter chegado. Assim só chegamos a Campinas a 1:00h.
Seria o fim da viagem, mas o Rafinha preferiu me trazer para Bragança Paulista na mesma noite e ainda voltou para Campinas. Ufa! Que volta tumultuada!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Viagem ao Maranhão (cont)
Ao chegarmos novamente ao rio, enquanto esperávamos a balsa, tomamos um café e comemos tapioca que uma mulher preparava em um fogão rudimentar. Foi a tapoica mais gostosa que comi em toda a viagem. A balsa chegou e continuamos o caminho de volta.
No dia seguinte fizemos um passeio pelo rio Preguiça que achei maravilhoso; conforme íamos descendo o rio, nosso guia ia explicando sobre as árvores que o margeiam, dizendo o nome e a utilidade de cada uma. Em dado momento ele entrou em um igarapé, com árvores de raízes aéreas, uma beleza! Era tão estreito que dava para colocar as mãos nas plantas, mas o barqueiro recomendou que não as puséssemos na água, pois havia jacarés e sucuris; disse também que havia saguis, mas nós não os vimos.
Fizemos a 1ª parada em Vassouras e aí sim, vimos macaquinhos que vinham comer em nossas mãos; havia mesas para se descansar e comer alguma coisa. Ao lado, um pequeno espaço com artesanato feito principalmente com fibras das folhas de buruti pelas pessoas do lugar.
Voltamos à lancha, se é que se pode chamar assim um barco a motor com oito lugares e um pequeno toldo que cobria apenas uma parte,mas que cumpriu a contento a função de descer o rio.
No dia seguinte fizemos um passeio pelo rio Preguiça que achei maravilhoso; conforme íamos descendo o rio, nosso guia ia explicando sobre as árvores que o margeiam, dizendo o nome e a utilidade de cada uma. Em dado momento ele entrou em um igarapé, com árvores de raízes aéreas, uma beleza! Era tão estreito que dava para colocar as mãos nas plantas, mas o barqueiro recomendou que não as puséssemos na água, pois havia jacarés e sucuris; disse também que havia saguis, mas nós não os vimos.
Fizemos a 1ª parada em Vassouras e aí sim, vimos macaquinhos que vinham comer em nossas mãos; havia mesas para se descansar e comer alguma coisa. Ao lado, um pequeno espaço com artesanato feito principalmente com fibras das folhas de buruti pelas pessoas do lugar.
Voltamos à lancha, se é que se pode chamar assim um barco a motor com oito lugares e um pequeno toldo que cobria apenas uma parte,mas que cumpriu a contento a função de descer o rio.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Viagem ao Maranhão - cont.
Quando chegamos ao Hotel Solares, antes de qualquer coisa, fomos almoçar no belo restaurante e o serviço foi de primeira. O calor estava infernal e, após nos acomodarmos no apartamento, Rafinha foi dar um mergulho na linda piscina, enquanto eu fiquei colocando minhas roupas nos cabides, já que ficaríamos até domingo. Ar condicionado ligado direto.
Às 14 horas, a Toyota saiu com destino aos Lençóis. No grupo havia pessoas de várias partes do Brasil: a Marisa, que era de São Paulo, mas trabalhava em Brasília, a Rosângela, carioca,o casal Susana e Edmilson, de Curitiba, os jovens recém casados Suname e Hemington de São Luís e nós, mãe e filho, Leda e Rafael, de Bragança Paulista.
A Tyota precisava seguir a trilha na areia, e o que o bicho balançava não era brincadeira; nos lugares mais sinuosos, parecia que estávamos num liquidificador. E a mulherada gritava de dar gosto! No meio do caminho tinha um rio e então passamos para uma balsa; a Toyota também.
Finalmente chegamos. Eu, como não tenho mais vinte anos, ou melhor, tenho quatro vezes isso, consegui vencer apenas um trecho do areal, mas não perdi muita coisa, pois como as lagoas são formadas pela água da chuva estavam secas pelo simples motivo que ainda não chovera neste ano. Quem chegou bem mais adiante, ainda achou algumas com água e deram uns mergulhos. Eu comprei um DVD dos Lençois e fiqui sabendo que a temporada das lagoas cheias vai de maio a agosto.
Na volta pedi para ir no banco da frente e a viagem foi mais amena; dali a Toyota pulava e sacudia menos. O motorista era um rapaz de vinte anos chamado Josenaldo e bati um bom papo com ele. Filho de Damião e Ana Maria, tem um irmão chamado Josemar. Fiquei sabendo que já fez o Curso Médio e pretende fazer Faculdade de Turismo, em São Luís.
Às 14 horas, a Toyota saiu com destino aos Lençóis. No grupo havia pessoas de várias partes do Brasil: a Marisa, que era de São Paulo, mas trabalhava em Brasília, a Rosângela, carioca,o casal Susana e Edmilson, de Curitiba, os jovens recém casados Suname e Hemington de São Luís e nós, mãe e filho, Leda e Rafael, de Bragança Paulista.
A Tyota precisava seguir a trilha na areia, e o que o bicho balançava não era brincadeira; nos lugares mais sinuosos, parecia que estávamos num liquidificador. E a mulherada gritava de dar gosto! No meio do caminho tinha um rio e então passamos para uma balsa; a Toyota também.
Finalmente chegamos. Eu, como não tenho mais vinte anos, ou melhor, tenho quatro vezes isso, consegui vencer apenas um trecho do areal, mas não perdi muita coisa, pois como as lagoas são formadas pela água da chuva estavam secas pelo simples motivo que ainda não chovera neste ano. Quem chegou bem mais adiante, ainda achou algumas com água e deram uns mergulhos. Eu comprei um DVD dos Lençois e fiqui sabendo que a temporada das lagoas cheias vai de maio a agosto.
Na volta pedi para ir no banco da frente e a viagem foi mais amena; dali a Toyota pulava e sacudia menos. O motorista era um rapaz de vinte anos chamado Josenaldo e bati um bom papo com ele. Filho de Damião e Ana Maria, tem um irmão chamado Josemar. Fiquei sabendo que já fez o Curso Médio e pretende fazer Faculdade de Turismo, em São Luís.
terça-feira, 30 de março de 2010
Viagem ao Maranhão
Chegamos a São Luís, eu e meu filho Rafinha no dia 04 de março , às 14 horas. No dia seguinte um ônibus foi pegar-nos no Hotel , com destino a Barreirinhas, cidade onde se localiza o Park Lençois Maranhenses. Viajamos quatro horas. No percurso, passamos por pequenas vilas pobres, casas esparsas de tijolos , sem revestimento e coberta scom folhas de buriti e/ou carnaúba.
No meio do caminho paramos para um lanche num lugar pitoresco, ao ar livre. Pegamos uma mesa e convidamos nossa companheira de viagem, a Marisa, para sentar conosco. Ficamos sabendo que ela é de São Paulo, mas trabalha em Brasília. Falamos de nós.
Finalmente chegamos a Barreirinhas, e fomos hospedados, meu filho e eu, no Hotel Resort composto de três prédios; ficamos no Atins. Descanso par a irmos, no dia seguinte aos Lençóis.
No meio do caminho paramos para um lanche num lugar pitoresco, ao ar livre. Pegamos uma mesa e convidamos nossa companheira de viagem, a Marisa, para sentar conosco. Ficamos sabendo que ela é de São Paulo, mas trabalha em Brasília. Falamos de nós.
Finalmente chegamos a Barreirinhas, e fomos hospedados, meu filho e eu, no Hotel Resort composto de três prédios; ficamos no Atins. Descanso par a irmos, no dia seguinte aos Lençóis.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher
Em homenagem às mulheres, aqui vai uma trova:
Para a mulher, só um dia,
àquela que traz no ventre,
sempre com tanta alegria,
do futuro, a semente?
Para a mulher, só um dia,
àquela que traz no ventre,
sempre com tanta alegria,
do futuro, a semente?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Minha Primeira Poesia
MONTE VERDE
Incrustada na montanha,
Jóia, verde esmeralda,
de céu azul, ar puro,
no alto, a passarada.
A estrada, em zig-zag,
passa por eucalíptos,
pinheiros e araucárias.
No ar, aroma sutil.
Linda vista; ao longe
os montes se multiplicam,
o verde muda de tom,
fica azul, quando triplicam.
Lá, bem no horizonte,
os cumes entram nas nuvens.
Olhando essa paisagem,
cremos em Deus, nosso lúmen!
Incrustada na montanha,
Jóia, verde esmeralda,
de céu azul, ar puro,
no alto, a passarada.
A estrada, em zig-zag,
passa por eucalíptos,
pinheiros e araucárias.
No ar, aroma sutil.
Linda vista; ao longe
os montes se multiplicam,
o verde muda de tom,
fica azul, quando triplicam.
Lá, bem no horizonte,
os cumes entram nas nuvens.
Olhando essa paisagem,
cremos em Deus, nosso lúmen!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Meus dois escudeiros
Rafael e eu, depois de quase três anos de namoro, tivéramos uma briga muito feia, tão feia que pôs fim no nosso relacionamento.
Em maio de 1945 quando estávamos brigados, ia acontecer o casamento de uma grande amiga; o futuro marido dela e o Rafael eram também grandes amigos, assim, ele foi convidado para ir ao casamento. Veio de São Paulo com o noivo outro amigo seu chamado Antero que me foi apresentado, se interessou por mim e iniciamos um namorico.
Depois da cerimônia do casamento na Igreja, ia haver um baile num salão da cidade e Antero pediu a meus pais para me levar e eles permitiram.
Chegamos à festa. O Rafael estava lá! Quando o vi, meu coração disparou, pois fazia quarenta dias que estávamos separados. Uma eternidade!
Pensam que fiquei em casa me lamentando? Muito pelo contrário, pois durante esse tempo, "paquerei"(não era esse o termo usado na época) três rapazes, que, modéstia à parte, encantaram-se comigo.
No baile, dancei com vários rapazes, principalmente com Antero. Em certo momento o irmão caçula da noiva veio me dar um recado:
- O Rafael mandou perguntar se você dança com ele.
Meu Deus, era o que eu mais queria! -Diga que sim.
Dali a pouco, quando começou a música, ele veio. Saímos dançando, o coração de ambos batendo descompassadamente, a gente querendo falar e não dizendo nada, mas o calor dos nossos corpos falava por nós.
Depois as danças se revezaram entre Rafael e Antero.
Rafael e eu já nos havíamos entendido e estávamos loucos para ficarmos a sós, para trocarmos beijos e abraços; então ele disse:
Vou levar você para casa.
- Não é possível, pois o Antero me trouxe e vai querer me levar, cumprindo o trato que fez com meus pais.
Vamos fazer o seguinte: nós sairemos pela porta lateral, um de cada vez, para ele não perceber; eu saio primeiro e você vai logo em seguida.
Combinado.
O Antero, porém, que não era bobo nem nada, desconfiou e quando eu saí logo atrás do Rafael, quem encontramos na porta? O próprio.
Os dois começaram a discutir, ambos querendo me fazer companhia até minha casa. Com medo que a discussão se agravasse, eu disse:
- Os dois me levam!
E assim foi feito: eu no meio e um de cada lado. Chegando em casa, me despedi dos dois e entrei. Entrei, fechei a porta, mas não subi a escada; fiquei esperando, pois sabia que o Rafael voltaria. Dentro de alguns minutos, uma leve batida... Abri a porta e os braços e matamos as saudades represadas. Sò abraços e beijos , o que se permitia na época.
Em junho, no dia de S.Pedro, ficamos noivos.
Em maio de 1945 quando estávamos brigados, ia acontecer o casamento de uma grande amiga; o futuro marido dela e o Rafael eram também grandes amigos, assim, ele foi convidado para ir ao casamento. Veio de São Paulo com o noivo outro amigo seu chamado Antero que me foi apresentado, se interessou por mim e iniciamos um namorico.
Depois da cerimônia do casamento na Igreja, ia haver um baile num salão da cidade e Antero pediu a meus pais para me levar e eles permitiram.
Chegamos à festa. O Rafael estava lá! Quando o vi, meu coração disparou, pois fazia quarenta dias que estávamos separados. Uma eternidade!
Pensam que fiquei em casa me lamentando? Muito pelo contrário, pois durante esse tempo, "paquerei"(não era esse o termo usado na época) três rapazes, que, modéstia à parte, encantaram-se comigo.
No baile, dancei com vários rapazes, principalmente com Antero. Em certo momento o irmão caçula da noiva veio me dar um recado:
- O Rafael mandou perguntar se você dança com ele.
Meu Deus, era o que eu mais queria! -Diga que sim.
Dali a pouco, quando começou a música, ele veio. Saímos dançando, o coração de ambos batendo descompassadamente, a gente querendo falar e não dizendo nada, mas o calor dos nossos corpos falava por nós.
Depois as danças se revezaram entre Rafael e Antero.
Rafael e eu já nos havíamos entendido e estávamos loucos para ficarmos a sós, para trocarmos beijos e abraços; então ele disse:
Vou levar você para casa.
- Não é possível, pois o Antero me trouxe e vai querer me levar, cumprindo o trato que fez com meus pais.
Vamos fazer o seguinte: nós sairemos pela porta lateral, um de cada vez, para ele não perceber; eu saio primeiro e você vai logo em seguida.
Combinado.
O Antero, porém, que não era bobo nem nada, desconfiou e quando eu saí logo atrás do Rafael, quem encontramos na porta? O próprio.
Os dois começaram a discutir, ambos querendo me fazer companhia até minha casa. Com medo que a discussão se agravasse, eu disse:
- Os dois me levam!
E assim foi feito: eu no meio e um de cada lado. Chegando em casa, me despedi dos dois e entrei. Entrei, fechei a porta, mas não subi a escada; fiquei esperando, pois sabia que o Rafael voltaria. Dentro de alguns minutos, uma leve batida... Abri a porta e os braços e matamos as saudades represadas. Sò abraços e beijos , o que se permitia na época.
Em junho, no dia de S.Pedro, ficamos noivos.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
algumas trovas da Leda
Viver com muito otimismo,
é bom à longevidade;
se além houver altruísmo,
haverá felicidade.
Ai, este amor infinito
que vive em meu coração,
como pode, amor bendito,
viver só de ilusão?
Oh, lindo amor, minha sorte,
tão entranhado no ser,
que mesmo depois da morte
ele existe sem saber.
Ai, que saudade de mim,
quando tinha ilusão
da vida, sonho sem fim,
enchendo meu coração!
Longe vai a mocidade,
tempo que fui tão feliz!
Dela sobrou a saudade,
da vida, a cicatriz.
Inverno, bela estação,
na qual a planta descança
pra voltar em vibração,
com toda sua pujança.
é bom à longevidade;
se além houver altruísmo,
haverá felicidade.
Ai, este amor infinito
que vive em meu coração,
como pode, amor bendito,
viver só de ilusão?
Oh, lindo amor, minha sorte,
tão entranhado no ser,
que mesmo depois da morte
ele existe sem saber.
Ai, que saudade de mim,
quando tinha ilusão
da vida, sonho sem fim,
enchendo meu coração!
Longe vai a mocidade,
tempo que fui tão feliz!
Dela sobrou a saudade,
da vida, a cicatriz.
Inverno, bela estação,
na qual a planta descança
pra voltar em vibração,
com toda sua pujança.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Progresso
Comecei a usar computador para escrever um livro mais ou menos no ano de 2004; trabalhava só com Word e lancei esse que foi meu 1º em outubro de 2005 com o nome de "Lampejos da Memória". No ano de 2007 lancei outro livro que se chama "Mulheres Realizadoras em Bragança Paulista. Em toda mudança de ano eu me propunha a entrar na internet mas não tinha coragem até que em 2009 comecei. Já trabalho com e-mail, tenho um blog , agora estou no orkut e estou escrevendo o 3º livro, desta vez, de ficção, ao qual dei o nome de "Uma vida no lixo". Espero terminá-lo e fazer o lançamento ainda neste ano quando devo completar 85 anos de idade.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
coisas de criança e de gente grande
Que homem surdo, mãe!
Estávamos em Campinas, indo, de carro, para Valinhos.
O motorista do carro que estava na frente do nosso, quando parava nos semáforos descia e ia olhar no portamalas.
Depois de algumas vezes que isso aconteceu, minha neta Samanta, com uns sete anos, disse:-que homem surdo, mãe!. Não compreendemos nada e elaexplicou achar esquisito aquilo que o motorista da frente fazia. então percebemos que ela estava querendo dizer "que absurdo, mãe!
Destilação
Uma de minhas filhas achou muita graça na piada que lhe contaram:
"como se destila ácido sulfúrico? É fácil, disse a pessoa que contava a piada. Estendendo a mão com a palma para cima, ela disse; - você põe aqui ( mostrando a palma) e dai deste lado ( mostrando o dorso) .
Então minha filha foi contar a piada para alguém e depois da pergunta, mostrando a mão, disse: - você põe aqui, mostrando a palma , e sai aqui, mostrando o dorso.
Ninguém riu. Pudera!
A toca do Leão
Minha filha recém-casada chegou em minha casa aos prantos. " O que aconteceu, filha?"
E ela: -cheguei em casa, e encontrei uma caverna escura com um leão dentro.
Ela esquecera de pagar a conta de luz, e o leão era o marido.
Estávamos em Campinas, indo, de carro, para Valinhos.
O motorista do carro que estava na frente do nosso, quando parava nos semáforos descia e ia olhar no portamalas.
Depois de algumas vezes que isso aconteceu, minha neta Samanta, com uns sete anos, disse:-que homem surdo, mãe!. Não compreendemos nada e elaexplicou achar esquisito aquilo que o motorista da frente fazia. então percebemos que ela estava querendo dizer "que absurdo, mãe!
Destilação
Uma de minhas filhas achou muita graça na piada que lhe contaram:
"como se destila ácido sulfúrico? É fácil, disse a pessoa que contava a piada. Estendendo a mão com a palma para cima, ela disse; - você põe aqui ( mostrando a palma) e dai deste lado ( mostrando o dorso) .
Então minha filha foi contar a piada para alguém e depois da pergunta, mostrando a mão, disse: - você põe aqui, mostrando a palma , e sai aqui, mostrando o dorso.
Ninguém riu. Pudera!
A toca do Leão
Minha filha recém-casada chegou em minha casa aos prantos. " O que aconteceu, filha?"
E ela: -cheguei em casa, e encontrei uma caverna escura com um leão dentro.
Ela esquecera de pagar a conta de luz, e o leão era o marido.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Uma grande mulher.
A catástrofe do Haiti matou muita gente; todos os que morreram tinham sua importância como pessoa.
O Brasil chora a morte de tantos que lá estavam em missão de paz, mas a maior perda para nosso país foi a da grande mulher Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, organização formada hoje por 260 mil voluntários que acompanha quase dois milhões de gestantes e crianças menores de seis anos, além de um milhão e quatrocentas mil famílias pobres em 4.063 municípios.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: "O Brasil deve muito a Zilda. Ela mostrou como é possível enfrentar os problemas sociais e reduzir o sofrimento dos mais pobres. C
onseguimos baixar a mortalidade infantil não só pela ação dos governos, mas pelo devotamento dela e da pastoral."
Se houvesse mais mulheres como a sanitarista e pediatra Dra. Zilda Arns Neumann, não seria o mundo conturbado e violento que é.
O Brasil chora a morte de tantos que lá estavam em missão de paz, mas a maior perda para nosso país foi a da grande mulher Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, organização formada hoje por 260 mil voluntários que acompanha quase dois milhões de gestantes e crianças menores de seis anos, além de um milhão e quatrocentas mil famílias pobres em 4.063 municípios.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: "O Brasil deve muito a Zilda. Ela mostrou como é possível enfrentar os problemas sociais e reduzir o sofrimento dos mais pobres. C
onseguimos baixar a mortalidade infantil não só pela ação dos governos, mas pelo devotamento dela e da pastoral."
Se houvesse mais mulheres como a sanitarista e pediatra Dra. Zilda Arns Neumann, não seria o mundo conturbado e violento que é.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
O TREM DE MINHA JUVENTUDE
Jovens graciosas, cheias de alegria, ilusões
à procura dos vagões do trem da Bragantina.
Lá vem o trem, na estação do Lavapés!
Ainda em algazarra cantam e brincam
durante o percurso até a estação do Taboão.
Voltam à praça da Matriz e ali se despedem:
até domingo que vem, quando vamos outra vez
passear de trem!
à procura dos vagões do trem da Bragantina.
Lá vem o trem, na estação do Lavapés!
Ainda em algazarra cantam e brincam
durante o percurso até a estação do Taboão.
Voltam à praça da Matriz e ali se despedem:
até domingo que vem, quando vamos outra vez
passear de trem!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Novas Trovas
Sente muita solidão
A quem a tristeza invade
Procure em seu coração
Que encontrará a saudade
Trabalhei tanto na vida
que hoje só quero paz.
No meu nome já tem Lida,
como mamãe foi capaz?
Não vesti a camisola
esperando meu amor,
mas ele nem por esmola,
veio aplacar meu ardor
A camisola da noite,
feita com tanto carinho,
me machuca como açoite,
ainda em seu próprio ninho.
A quem a tristeza invade
Procure em seu coração
Que encontrará a saudade
Trabalhei tanto na vida
que hoje só quero paz.
No meu nome já tem Lida,
como mamãe foi capaz?
Não vesti a camisola
esperando meu amor,
mas ele nem por esmola,
veio aplacar meu ardor
A camisola da noite,
feita com tanto carinho,
me machuca como açoite,
ainda em seu próprio ninho.
domingo, 27 de dezembro de 2009
2010
Que este ano seja iluminado. Que o Homem melhore pois assim o mundo também melhorará. Que se procure construir a paz, apesar de achar que isso é uma utopia. Que o governo deste país se conscientize da necessidade de preservar as florestas, nossa grande requeza. Que a música, a arte e a literatura floreçam, para cultivar o espírito do Homem. Que exista muito Amor entre os Homens, e que a espitualidade esteja sempre presente. Que assim seja.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Uma História de luta.
Antes de escrever a história gostaria de chamar a atenção dos seguidores deste blog, sobre dois erros que encontrei ao rever os textos. Deve ter outros, mas, por enquanto, vou corrigir os seguintes: o 1º se encontra na poesia "A cidade de Tiradentes" onde diz O chafariz tão antigo, traz (d0 verbo trazer, e não trás, como foi escrito; o 2º, está na 1ª trova de Natal, postada no dia 28/11, onde está escrito "vem", deveria ser "Veem as lembranças tão lindas!"
Agora um recado para minhas netas Lívia e Tita: a matéria "O que é ser "cool"", foi transcrita da página sobre Filosofia, no encarte da Folha de S.Paulo, Equilíbrio. Portanto, queridas netas, sinto decepcioná-las, mas eu tambem não sei como funciona. Agora, vou fazer questão de saber e aprender.
Agora, a história.
Estávamos em 1963. Eu era professora primária, mas lecionava em ginásio o que poderia ser feito frequentando um curso de atualização nas férias. Meu emprego era instável, pois dependia do número de aulas que sobrassem após os professores efetivos terem escolhido aquelas que lhes conviessem. No início daquele ano minha irmã me aconselhou a fazer um Curso de Aperfeiçoamento, de um ano, que me daria como prêmio uma vaga na escola primária mais perto da cidade; para isso, eu deveria ter a nota mais alta da classe, acima de nove.
Como minha situação financeira estava difícil, pois meu marido estava hospitalizado e eu, com 37 anos, já tinha oito filhos, resolvi encarar o desafio e, no final do Curso, cinco quilos mais magra e aparência de dez anos mais velha, consegui o que desejava: com média 9,75, superei todas as outras e fiz jus ao ambicionado prêmio, que foi uma vaga no melhor grupo escolar da cidade.
Agora um recado para minhas netas Lívia e Tita: a matéria "O que é ser "cool"", foi transcrita da página sobre Filosofia, no encarte da Folha de S.Paulo, Equilíbrio. Portanto, queridas netas, sinto decepcioná-las, mas eu tambem não sei como funciona. Agora, vou fazer questão de saber e aprender.
Agora, a história.
Estávamos em 1963. Eu era professora primária, mas lecionava em ginásio o que poderia ser feito frequentando um curso de atualização nas férias. Meu emprego era instável, pois dependia do número de aulas que sobrassem após os professores efetivos terem escolhido aquelas que lhes conviessem. No início daquele ano minha irmã me aconselhou a fazer um Curso de Aperfeiçoamento, de um ano, que me daria como prêmio uma vaga na escola primária mais perto da cidade; para isso, eu deveria ter a nota mais alta da classe, acima de nove.
Como minha situação financeira estava difícil, pois meu marido estava hospitalizado e eu, com 37 anos, já tinha oito filhos, resolvi encarar o desafio e, no final do Curso, cinco quilos mais magra e aparência de dez anos mais velha, consegui o que desejava: com média 9,75, superei todas as outras e fiz jus ao ambicionado prêmio, que foi uma vaga no melhor grupo escolar da cidade.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A Escola que eu vivi
Quando frequentei o antigo primário, a escola era maravilhosa!
Tudo era limpo e agradável no Grupo Escolar "Dr. Jorge Tibiriçá, uma das escolas da época. Os professores eram ótimos como d. Delza Squilacci, d. Jandira Costa Valente, as irmãs Sara, Argenyina e Hebe Machado Leme e outras, das quais não me recordo os nomes. Além das aulas regulamentares, havia muitas festas com números de canto, recitativo, teatro e bailados.
Em todo final de ano havia exposições de trabalhos manuais, ocupando várias salas. O ensino era puxado e o diretor aparecia de vez em quando para avaliar a turma.
Mesmo sendo apenas professora primária, eu dava aulas em Ginásio, pois não havia Faculdade em Bragança e nem nas cidades vizinhas naquela época. Em 1963 comecei a ministrar aulas de Ciências Físicas e Biológicas no recém criado Ginásio "Dr. Alcindo Bueno de Assis", o CEMABA.
Ensinar naquele tempo era uma delícia! Os alunos se condentravam nas explicações, se interessavam tanto a ponto de desafiar o professor, incentivando-o a sempre se atualizar. Nos trabalhos de equipe, os membros de cadasuma procuravam fazer que a sua fosse a melhor, o que resultava em trabalhos belíssimos.
Meus filhos mais velhos estudaram no Colégio Estadual"Cásper Líbero" cujo ensino era melhor até que o do Colégio "Coração de Jesus." E não se pagava nada para estudar nessa magnífica escola.
Quando fiz o Magistério no Colégio das Madres, que era o Coração de Jesus, o único na cidade, os pais precisavam fazer sacrífios para mandar as filhas estudarem lá, pois ter uma filha professora era a glória! Por outro lado, era uma das poucas profissões que a mulher podia ter. Apesar disso, eu amava essa profissão que , praticamente, me fora imposta. Eu gostava tanto de dar aula, que até hoje sonho que estou lecionando.
Quando me aposentei, em 86, os alunos já não eram os mesmos: um aluno chegou a me dizer que eu estava gritando com ele, coisa que eu não costumava fazer, mas fizera.
Foi por isso que fiquei estarrecida com coisas que acontecem hoje em dia, e das quais fiquei sabendo através do livro "O quadro negro da educação", do professor Volpone, aliás, muito bom. Eu ouvia falar da situação atual nas salas de aula, mas nunca imaginei que tinha chegado a esse ponto.
Enquanto a maioria dos políticos faz "carnaval" com o dinheiro do povo, a educação, a saúde a segurança e outros serviços essenciais, estão um verdadeiro caos. Até quando?
Tudo era limpo e agradável no Grupo Escolar "Dr. Jorge Tibiriçá, uma das escolas da época. Os professores eram ótimos como d. Delza Squilacci, d. Jandira Costa Valente, as irmãs Sara, Argenyina e Hebe Machado Leme e outras, das quais não me recordo os nomes. Além das aulas regulamentares, havia muitas festas com números de canto, recitativo, teatro e bailados.
Em todo final de ano havia exposições de trabalhos manuais, ocupando várias salas. O ensino era puxado e o diretor aparecia de vez em quando para avaliar a turma.
Mesmo sendo apenas professora primária, eu dava aulas em Ginásio, pois não havia Faculdade em Bragança e nem nas cidades vizinhas naquela época. Em 1963 comecei a ministrar aulas de Ciências Físicas e Biológicas no recém criado Ginásio "Dr. Alcindo Bueno de Assis", o CEMABA.
Ensinar naquele tempo era uma delícia! Os alunos se condentravam nas explicações, se interessavam tanto a ponto de desafiar o professor, incentivando-o a sempre se atualizar. Nos trabalhos de equipe, os membros de cadasuma procuravam fazer que a sua fosse a melhor, o que resultava em trabalhos belíssimos.
Meus filhos mais velhos estudaram no Colégio Estadual"Cásper Líbero" cujo ensino era melhor até que o do Colégio "Coração de Jesus." E não se pagava nada para estudar nessa magnífica escola.
Quando fiz o Magistério no Colégio das Madres, que era o Coração de Jesus, o único na cidade, os pais precisavam fazer sacrífios para mandar as filhas estudarem lá, pois ter uma filha professora era a glória! Por outro lado, era uma das poucas profissões que a mulher podia ter. Apesar disso, eu amava essa profissão que , praticamente, me fora imposta. Eu gostava tanto de dar aula, que até hoje sonho que estou lecionando.
Quando me aposentei, em 86, os alunos já não eram os mesmos: um aluno chegou a me dizer que eu estava gritando com ele, coisa que eu não costumava fazer, mas fizera.
Foi por isso que fiquei estarrecida com coisas que acontecem hoje em dia, e das quais fiquei sabendo através do livro "O quadro negro da educação", do professor Volpone, aliás, muito bom. Eu ouvia falar da situação atual nas salas de aula, mas nunca imaginei que tinha chegado a esse ponto.
Enquanto a maioria dos políticos faz "carnaval" com o dinheiro do povo, a educação, a saúde a segurança e outros serviços essenciais, estão um verdadeiro caos. Até quando?
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Coisas de criança.
Quando meu penúltimo filho foi à praia pela 1ª vez, aos dois anos e meio, ao ver o mar, gritou " Mãe, olha a água virando cambote!"
Uma de minhas netas, quando tinha uns quatro anos, foi mandada pela mãe colocar ração na gamela do cachorrinho. Ela colocou uma certa porção e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe olhou e respondeu que não. A menina colocou mais um pouco e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe respondeu que sim. Então a menina perguntou "Mãe, o que é suficiente?"
Quando meu último filho, com sete anos, estava com os pais em um passeio, ao passar por um motel, ele, que já estava lendo, disse "Mãe, olha, um hotel para moto!"
Uma de minhas netas, quando tinha uns quatro anos, foi mandada pela mãe colocar ração na gamela do cachorrinho. Ela colocou uma certa porção e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe olhou e respondeu que não. A menina colocou mais um pouco e perguntou "Mãe, é suficiente?" A mãe respondeu que sim. Então a menina perguntou "Mãe, o que é suficiente?"
Quando meu último filho, com sete anos, estava com os pais em um passeio, ao passar por um motel, ele, que já estava lendo, disse "Mãe, olha, um hotel para moto!"
sábado, 28 de novembro de 2009
Minhas Trovas de Natal
Dos muitos Natais passados
guardo saudades infindas.
Dos avós já sepultados
vem as lembranças tão lindas!
Natal, a data feliz
não só para a criançada.
Tem fé aquele que diz:
oh! que festa abençoada!
Natal, data encantada
cheia de luzes e cores.
À ceia fui convidada
levei todos meus amores.
guardo saudades infindas.
Dos avós já sepultados
vem as lembranças tão lindas!
Natal, a data feliz
não só para a criançada.
Tem fé aquele que diz:
oh! que festa abençoada!
Natal, data encantada
cheia de luzes e cores.
À ceia fui convidada
levei todos meus amores.
domingo, 22 de novembro de 2009
A Gata Borralheira
Mexendo nos meus guardados achei uma nota de jornal recortada, sem data e sem o nome do jornal. Vocês perceberão o quanto é antigo, por causa da ortografia.
"Quarta-feira ultima, em prosseguimento da nobre e altruística campanha em prol da igreja do Rosário, no "Central-Theatro", verificou-se uma magnifica opportunidade de conhecer-se o valor das jovens e graciosas creanças bragantinas, na difficil e interessante apresentação de "A Gata Borralheira" linda phantasia que fez as delicias do nosso meio social.
O programa desenvolvido, foi o seguinte:
Hymno Pontificio.
Primeiro acto da peça "A gata borralheira": minueto, por um grupo de damas e cavalheiros.
Música pela orchestra da "Sociedade Amadores da Arte Musical", sob a regencia do maestro Demetrio Kipman.
Segundo acto - No desenvolver do acto, bailado "No reino encantado dos bonecos", por um grupo de meninas.
Numero de orchestra.
Terceiro acto - Dois numeros de grande realce e gosto - "bailarina arabiana" e "Um sonho primaveril. Musica e arranjos dos componentes da orchestra.
Hymno nacional.
Dos personagens de "A gata borralheira", encarregaram-se as seguinte meninas: gata borralheira , Coraly Gabby Barbosa; madrasta, Leda Montanari;boa irmã, Lourdes Arruda; irmã má, Heloisa Arruda; fada, Leila Montanari; lacaio, Delza Gomes Squilaci; principe, Cleo Leme; marqueza, Odette Moraes Costa; baroneza, Inah Wohlers.
Os bailados estavam a cargo das seguintes pessoas: cavalheiros: Therezinha Ferreira de Oliveira, Nilze Magrini Liza, Maria Izabel Godoy Ramos, Lygia Campos, Lucy Xandó de Oliveira e Cleo Leme.
Damas: Marina Leme, Bellinha Bertolotti, Neyde Faria, Alzira Bernardi, Inah Wohleres e Wanda Lonza.
No reino das bonecas: Palhacinhos: Lourdes Lambiase e Railde Del Nero. Flores: Ignez e Inede Arruda. Anões: Apparecida Consentino e Clarisse Rosas. Indios: Jacy Costa Valente, Daisy Assis, Lygia Mendes, Celina Aguiar Leme, Maria Elisa Quadros e Aicy Costa Brandi; Urso, Ruth de Barros. Soldadinhos: Lucia Mendes e Raphaela de Souza. Maga Salvadora, Ludmila Kipman; bailarina arabiana, Elisa Quadros.
De "Um sonho primaveril, encarregaram-se as srtas: Leila Montanari, Celia Figueiredo Guazzelli, Luizinha Figueiredo, Milena Amaral Cynthia Bertolotti e Dorinha Porto.
A "serata"conseguio uma casa cheia e todos os numeros foram muito applaudidos."
"Quarta-feira ultima, em prosseguimento da nobre e altruística campanha em prol da igreja do Rosário, no "Central-Theatro", verificou-se uma magnifica opportunidade de conhecer-se o valor das jovens e graciosas creanças bragantinas, na difficil e interessante apresentação de "A Gata Borralheira" linda phantasia que fez as delicias do nosso meio social.
O programa desenvolvido, foi o seguinte:
Hymno Pontificio.
Primeiro acto da peça "A gata borralheira": minueto, por um grupo de damas e cavalheiros.
Música pela orchestra da "Sociedade Amadores da Arte Musical", sob a regencia do maestro Demetrio Kipman.
Segundo acto - No desenvolver do acto, bailado "No reino encantado dos bonecos", por um grupo de meninas.
Numero de orchestra.
Terceiro acto - Dois numeros de grande realce e gosto - "bailarina arabiana" e "Um sonho primaveril. Musica e arranjos dos componentes da orchestra.
Hymno nacional.
Dos personagens de "A gata borralheira", encarregaram-se as seguinte meninas: gata borralheira , Coraly Gabby Barbosa; madrasta, Leda Montanari;boa irmã, Lourdes Arruda; irmã má, Heloisa Arruda; fada, Leila Montanari; lacaio, Delza Gomes Squilaci; principe, Cleo Leme; marqueza, Odette Moraes Costa; baroneza, Inah Wohlers.
Os bailados estavam a cargo das seguintes pessoas: cavalheiros: Therezinha Ferreira de Oliveira, Nilze Magrini Liza, Maria Izabel Godoy Ramos, Lygia Campos, Lucy Xandó de Oliveira e Cleo Leme.
Damas: Marina Leme, Bellinha Bertolotti, Neyde Faria, Alzira Bernardi, Inah Wohleres e Wanda Lonza.
No reino das bonecas: Palhacinhos: Lourdes Lambiase e Railde Del Nero. Flores: Ignez e Inede Arruda. Anões: Apparecida Consentino e Clarisse Rosas. Indios: Jacy Costa Valente, Daisy Assis, Lygia Mendes, Celina Aguiar Leme, Maria Elisa Quadros e Aicy Costa Brandi; Urso, Ruth de Barros. Soldadinhos: Lucia Mendes e Raphaela de Souza. Maga Salvadora, Ludmila Kipman; bailarina arabiana, Elisa Quadros.
De "Um sonho primaveril, encarregaram-se as srtas: Leila Montanari, Celia Figueiredo Guazzelli, Luizinha Figueiredo, Milena Amaral Cynthia Bertolotti e Dorinha Porto.
A "serata"conseguio uma casa cheia e todos os numeros foram muito applaudidos."
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Canção da Terra -Earth Song - Michael Jackson
E quanto ao amanhecer
E quanto à chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas...
O que fizemos ao mundo
E quanto à paz
Que você prometeu a seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que voce disse serem seus e meus
Esta Terra que chora, está se desfazendo
Eu costumava sonhar
Que podia ver as estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais
Ei, e quanto a ontem?
E quanto aos mares?
Os céus estão despencando
Não posso nem respirar
E quanto ao valor da natureza?...
E quanto a nós?...
Fonte: www.leras demusica.com.br
E quanto à chuva
E quanto a todas as coisas
Que você disse que conquistaríamos
Ainda há tempo?
E quanto a todas as coisas
Que você disse serem suas e minhas...
O que fizemos ao mundo
E quanto à paz
Que você prometeu a seu filho
E quanto aos campos florescendo
Ainda há tempo?
E quanto a todos os sonhos
Que voce disse serem seus e meus
Esta Terra que chora, está se desfazendo
Eu costumava sonhar
Que podia ver as estrelas
Agora não sei onde estamos
Mas sei que fomos longe demais
Ei, e quanto a ontem?
E quanto aos mares?
Os céus estão despencando
Não posso nem respirar
E quanto ao valor da natureza?...
E quanto a nós?...
Fonte: www.leras demusica.com.br
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Como se faz um futuro?
Este texto faz parte da antologia XV Concurso Estudantil promovido pela ASES, Associação de Escritores de Bragança Paulista e é de autoria da aluna Andressa Francelina da S. Pereira, do 3º Ano do Curso Médio da EE Professora Maria José Moraes Salles, cuja professora é Cláudia Cristina da Silva e que mereceu o 2º lugar.
O futuro não é obra do acaso. É consequência de uma boa construção do presente.
Desse modo, é preciso uma boa base para construir um ser humano, ou seja, oferecer à criança uma educação digna. Isso inclui ensinar o bom comportamento, o respeito aos outros, a preservação do meio ambiente e também mostrar o sentido da vida para que ela sempre saiba onde chegar.
Assim quando ela iniciar sua fase adolescente, terá o material necessário para o levantamento das paredes da construção do próprio ser. É o momento em que são concretizados os valores, os sonhos, as personalidades. É a fase em que importa o autoconhecimento e onde o erro acontece para haver recomeço, fato que reforça a estrutura humana. E, para evitar o vazio interior, o amor e o carinho são investimentos para o jovem em formação.
E, então, quando restar apenas o acabamento da obra, o homem mostrará toda a beleza do que outrora foi construído. Ele usará da honestidade, da ética, da moral e de tudo o que houver de bom em si para colorir o universo ao seu redor. O seu prazer será transmitir sua sabedoria a quem precisar e cooperar para o bem das pessoas que estiverem sob a sua proteção.
Portanto, o que falta para um futuro melhor é a construção de bons homens. Esse é o começo de um mundo sem guerra e discórdias, sem ganância, egoísmo, sem males.
O ser humano tem o poder de reinventar o mundo, à medida em que luta para o bem de todos.
O futuro não é obra do acaso. É consequência de uma boa construção do presente.
Desse modo, é preciso uma boa base para construir um ser humano, ou seja, oferecer à criança uma educação digna. Isso inclui ensinar o bom comportamento, o respeito aos outros, a preservação do meio ambiente e também mostrar o sentido da vida para que ela sempre saiba onde chegar.
Assim quando ela iniciar sua fase adolescente, terá o material necessário para o levantamento das paredes da construção do próprio ser. É o momento em que são concretizados os valores, os sonhos, as personalidades. É a fase em que importa o autoconhecimento e onde o erro acontece para haver recomeço, fato que reforça a estrutura humana. E, para evitar o vazio interior, o amor e o carinho são investimentos para o jovem em formação.
E, então, quando restar apenas o acabamento da obra, o homem mostrará toda a beleza do que outrora foi construído. Ele usará da honestidade, da ética, da moral e de tudo o que houver de bom em si para colorir o universo ao seu redor. O seu prazer será transmitir sua sabedoria a quem precisar e cooperar para o bem das pessoas que estiverem sob a sua proteção.
Portanto, o que falta para um futuro melhor é a construção de bons homens. Esse é o começo de um mundo sem guerra e discórdias, sem ganância, egoísmo, sem males.
O ser humano tem o poder de reinventar o mundo, à medida em que luta para o bem de todos.
domingo, 15 de novembro de 2009
Concurso Estudantil
A ASES, Associação de Escritores de Bragança Paulista, realizou o concurso estudantil deste ano, com o tema "Uma Ponte Para Um Futuro Melhor", sendo homenageada a professora Sara Machado Leme, que alfabetizou e educou diversas gerações de bragantinos.
Transcrevo aqui frases tiradas dos trabalhos premiados e que fazem parte da antologia " XV Concurso Estudantil".
Quando você muda, o mundo se transforma. é só começar!
Quer um mundo melhor? Então aja! Chegou a hora!
Como o verniz dá brilho à ponte, precisamos de paz para conseguirmos brilhar!
Um presente mais educado e consciente é a chave para um futuro em que se possa sair na rua sem medo e respirar um ar limpo.
Um futuro onde seja possível sair de casa sabendo que estará vivo ao retornar, onde a fome não existirá, onde a educação seja o presente para todos os seres humanos, onde o meio ambiente seja finalmente reconhecido como nosso lar e a consciência plena em todos.
Todas as nações devem assumir um compromisso com a Terra e colocar em prática seus sistemas de prevenção da vida.
Transcrevo aqui frases tiradas dos trabalhos premiados e que fazem parte da antologia " XV Concurso Estudantil".
Quando você muda, o mundo se transforma. é só começar!
Quer um mundo melhor? Então aja! Chegou a hora!
Como o verniz dá brilho à ponte, precisamos de paz para conseguirmos brilhar!
Um presente mais educado e consciente é a chave para um futuro em que se possa sair na rua sem medo e respirar um ar limpo.
Um futuro onde seja possível sair de casa sabendo que estará vivo ao retornar, onde a fome não existirá, onde a educação seja o presente para todos os seres humanos, onde o meio ambiente seja finalmente reconhecido como nosso lar e a consciência plena em todos.
Todas as nações devem assumir um compromisso com a Terra e colocar em prática seus sistemas de prevenção da vida.
sábado, 14 de novembro de 2009
A importância de ser alfabetizado.
Li, há algum tempo, na revista "Época", uma materia que falava de Marina Silva , a qual chamou minha atenção, não por motivos políticos, mas por causa de sua ascenção no PT, pelo fato de ser alfabetizada.
O que isso tem de extraordinário? É simplesmente pelo fato de ter sido ela alfabetizada apenas aos 16 anos de idade.
Marina Osmarina Silva Vaz de Lima, nasceu em um seringal , a 70 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, de família humilde. Aprendeu a fazer contas para vender borracha, aos 14 anos e com essa idade perdeu sua mãe.
Para tratar de uma hepatite, foi para a cidade de Rio Branco e decidiu ficar trabalhando como empregada doméstica para sobreviver.
Aos 16 anos, foi alfabetizada pelo extinto Mobral e, superando-se sempre, foi fazer a Faculdade de História e resolveu militar no movimento sindical.
Em 1984, aao lado de Chico Mendes, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre. Filiou-se ao PT e, numa carreira política vertiginosa, foi eleita a vereadora mais votada de Rio Branco, depois, a deputada mais votada pelo Estado do Acre, foi a mais nova senadora da República e, 2002, foi reeleita.
No ano de 2003 foi nomeada Ministra do Meio Ambiente ficando no cargo até 2008.
Resolvi contar essa história, sem nenhuma conotação política, apenas para servir de exemplo aos não alfabetizados.
Votei até o ano de 2002, quando já estava com 77 anos de idade. Depois disso, já dispensada de votar , por ter mais de setenta anos, e, desencantada com os políticos resolvi não mais votar.
O que isso tem de extraordinário? É simplesmente pelo fato de ter sido ela alfabetizada apenas aos 16 anos de idade.
Marina Osmarina Silva Vaz de Lima, nasceu em um seringal , a 70 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre, de família humilde. Aprendeu a fazer contas para vender borracha, aos 14 anos e com essa idade perdeu sua mãe.
Para tratar de uma hepatite, foi para a cidade de Rio Branco e decidiu ficar trabalhando como empregada doméstica para sobreviver.
Aos 16 anos, foi alfabetizada pelo extinto Mobral e, superando-se sempre, foi fazer a Faculdade de História e resolveu militar no movimento sindical.
Em 1984, aao lado de Chico Mendes, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre. Filiou-se ao PT e, numa carreira política vertiginosa, foi eleita a vereadora mais votada de Rio Branco, depois, a deputada mais votada pelo Estado do Acre, foi a mais nova senadora da República e, 2002, foi reeleita.
No ano de 2003 foi nomeada Ministra do Meio Ambiente ficando no cargo até 2008.
Resolvi contar essa história, sem nenhuma conotação política, apenas para servir de exemplo aos não alfabetizados.
Votei até o ano de 2002, quando já estava com 77 anos de idade. Depois disso, já dispensada de votar , por ter mais de setenta anos, e, desencantada com os políticos resolvi não mais votar.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O que é ser "cool"?
Em inglês, ser "cool" é ser bacana, legal. Ser um bom irmão, passear com os filhos, fazer presentes para dar aos amigos, são atitudes que fazem uma pessoa ser bacana, e assim, mais feliz.
Essa matéria foi publicada no encarte da Folha de São Paulo, o Equilíbrio, na página sobre Filosofia. Sêneca, o filósofo romano, dizia que quem vive de acordo com a opinião dos outros nunca será rico em felicidade. Aristóteles, filósofo grego, dizia que a virtude está no meio.
Já, Marco Aurélio, imperador romano que se dedicou à filosofia, achava que deve-se viver cada momento da melhor maneira possível, sem se preocupar demais com o resultado.
Ser popular no Twitter ou no Facebook, jamais superam o valor de uma conversa. Ser "cool" não significa ter 500 seguidores no Twitter ou mil amigos no Facebook. Se você simplesmente ler seus e-mails com atenção e responder a eles com dedicação é provável que seja mais feliz.
Essa matéria foi publicada no encarte da Folha de São Paulo, o Equilíbrio, na página sobre Filosofia. Sêneca, o filósofo romano, dizia que quem vive de acordo com a opinião dos outros nunca será rico em felicidade. Aristóteles, filósofo grego, dizia que a virtude está no meio.
Já, Marco Aurélio, imperador romano que se dedicou à filosofia, achava que deve-se viver cada momento da melhor maneira possível, sem se preocupar demais com o resultado.
Ser popular no Twitter ou no Facebook, jamais superam o valor de uma conversa. Ser "cool" não significa ter 500 seguidores no Twitter ou mil amigos no Facebook. Se você simplesmente ler seus e-mails com atenção e responder a eles com dedicação é provável que seja mais feliz.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Minha cidade
Da varanda de minha casa,
na cadeira suspensa,
Vejo Bragança no alto do morro,
no topo do mundo,
o meu mundo.
Vejo casa, vejo prédios, vejo igrejas,
Vejo a poesia pairando no ar. (08/11/2006)
A CIDADE DE TIRADENTES
Chegamos ao século XVIII.
Casas beirando as calçadas;
pequenas, uma porta, uma ou duas janelas.
Ladeiras íngremes,
calçamento pé-de-moleque.
Igrejas suntuosas, estilo barroco,
altares folhados a ouro.
O chafariz tao antigo,
trás à memória
escravos cativos.
Um passe de mágica...
Estamos no século XXI.
Ateliês, artesanato,
restaurantes, lanchonetes.
Licores, cachaça,
doces, geléias, compotas...
E muitas pousadas
para pessoas cansadas
que voltavam do século XVIII. (24/05/2007)
na cadeira suspensa,
Vejo Bragança no alto do morro,
no topo do mundo,
o meu mundo.
Vejo casa, vejo prédios, vejo igrejas,
Vejo a poesia pairando no ar. (08/11/2006)
A CIDADE DE TIRADENTES
Chegamos ao século XVIII.
Casas beirando as calçadas;
pequenas, uma porta, uma ou duas janelas.
Ladeiras íngremes,
calçamento pé-de-moleque.
Igrejas suntuosas, estilo barroco,
altares folhados a ouro.
O chafariz tao antigo,
trás à memória
escravos cativos.
Um passe de mágica...
Estamos no século XXI.
Ateliês, artesanato,
restaurantes, lanchonetes.
Licores, cachaça,
doces, geléias, compotas...
E muitas pousadas
para pessoas cansadas
que voltavam do século XVIII. (24/05/2007)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Uma atitude adolescente
Namorávamos há seis meses. Ele estava com 18 anos, eu, 17. Foi então que surgiu um emprego para ele como ajudante de engenheiro agrimensor, para trabalhar em Apiaí, no sul do Estada de são Paulo.
Nosso namoro, apesar de estar no começo, era considerado sério. Estávamos encantados um com o outro.
Nos dias que antecederam sua partida, procurávamos estar juntos a maior parte do tempo, sofrendo de saudades antecipadas.
Naquele tempo, passava pela cidade uma linha ferroviária chamada Estrada de Ferro Bragantina e havia duas estações: a de Bragança, no Lavapés, e a Estação do Taboão. no outro extremo da cidade. A distância entre uma e outra era de poucos quilômetros.
No dia em que ele ia partir, tomando o trem na Estação de Bragança, nos encontramos no centro da cidade para as despedidas; olhos nos olhos, juras de amor ( era só o que se concedia na época ) e a separação.
Eu me reuni a algumas amigas e fomos para a casa de uma delas que ficava para os lados do bairro do Taboão. Todas queriam saber como tinha sido a despedida. Risos e brincadeiras. Então, de repente, me veio uma vontade louca de vê-lo outra vez.
A Estação do Taboão ficava a uns quinhentos metros da casa de minha amiga, e o trem ia fazer uma parada para pegar mais passageiros.
Gritei para as amigas: - Vou até a Estação! E saí em desabalada carreira.
Corri, corri, desesperada para chegar a tempo de ver o meu amor, mas o trem já estava partindo e só consegui vê-lo de relance. Ele me viu, acenou um adeus e eu fiquei olhando até a composição desaparecer na curva.
Coisas da juventude!
Nosso namoro, apesar de estar no começo, era considerado sério. Estávamos encantados um com o outro.
Nos dias que antecederam sua partida, procurávamos estar juntos a maior parte do tempo, sofrendo de saudades antecipadas.
Naquele tempo, passava pela cidade uma linha ferroviária chamada Estrada de Ferro Bragantina e havia duas estações: a de Bragança, no Lavapés, e a Estação do Taboão. no outro extremo da cidade. A distância entre uma e outra era de poucos quilômetros.
No dia em que ele ia partir, tomando o trem na Estação de Bragança, nos encontramos no centro da cidade para as despedidas; olhos nos olhos, juras de amor ( era só o que se concedia na época ) e a separação.
Eu me reuni a algumas amigas e fomos para a casa de uma delas que ficava para os lados do bairro do Taboão. Todas queriam saber como tinha sido a despedida. Risos e brincadeiras. Então, de repente, me veio uma vontade louca de vê-lo outra vez.
A Estação do Taboão ficava a uns quinhentos metros da casa de minha amiga, e o trem ia fazer uma parada para pegar mais passageiros.
Gritei para as amigas: - Vou até a Estação! E saí em desabalada carreira.
Corri, corri, desesperada para chegar a tempo de ver o meu amor, mas o trem já estava partindo e só consegui vê-lo de relance. Ele me viu, acenou um adeus e eu fiquei olhando até a composição desaparecer na curva.
Coisas da juventude!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A turma do Curso de Italiano
Em todas as tardes de quinta-feira, desde o ano de 2000, nós nos reunimos, na casa de Dona Nida para assistirmos a aulas de italiano; formamos um grupo de quatro senhoras, cujas idades variam de cinquenta e cinco a oitenta anos .
Nossa professora, a Dona Nida é a mais idosa, mas é uma pessoa extraordinária: inteligente, dinâmica, vaidosa com sua aparência, procura se envolver em projetos e trabalhos intelectuais e também naqueles que dizem respeito ao bem-estar físico e lúdico. Ela faz parte do Coral da Universidade da 3ª Idade, da USF, e adora cantar; elas se apresentam , em datas comemorativas, em vários lugares da cidade, como asilos, hospitais e festivais. O Coral é dirigido pelos professores Jussiara Vieira Barbosa e Douglas Alves de Oliveira.
Nós, Nilce, Elza, Eda ,Elena e eu, fazemos questão de não faltar às aulas. Pensam que é só para aprendermos o italiano? Pois estão redondamente enganados! O que nos leva às reuniões é a higiene mental que lá desfrutamos. É uma verdadeira terapia. Contamos piadas, comentamos os últimos acontecimentos, rimos de nossos erros gramaticais em italiano e aproveitamos qualquer ensejo para fazer uma brincadeira.
Quando o sr. Ércole, marido da "professoressa" era vivo, ele perguntava a ela o que fazíamos nas aulas, pois lá de seu escritório ouvia nossas risadas.
Aluno, seja de que idade for, é sempre aluno.
Este texto foi escrito enquanto ainda fazíamos as aulas e na ocasião eu já estava escrevendo meu primeiro livro que foi lançado em outubro de 2005.
Nossa professora, a Dona Nida é a mais idosa, mas é uma pessoa extraordinária: inteligente, dinâmica, vaidosa com sua aparência, procura se envolver em projetos e trabalhos intelectuais e também naqueles que dizem respeito ao bem-estar físico e lúdico. Ela faz parte do Coral da Universidade da 3ª Idade, da USF, e adora cantar; elas se apresentam , em datas comemorativas, em vários lugares da cidade, como asilos, hospitais e festivais. O Coral é dirigido pelos professores Jussiara Vieira Barbosa e Douglas Alves de Oliveira.
Nós, Nilce, Elza, Eda ,Elena e eu, fazemos questão de não faltar às aulas. Pensam que é só para aprendermos o italiano? Pois estão redondamente enganados! O que nos leva às reuniões é a higiene mental que lá desfrutamos. É uma verdadeira terapia. Contamos piadas, comentamos os últimos acontecimentos, rimos de nossos erros gramaticais em italiano e aproveitamos qualquer ensejo para fazer uma brincadeira.
Quando o sr. Ércole, marido da "professoressa" era vivo, ele perguntava a ela o que fazíamos nas aulas, pois lá de seu escritório ouvia nossas risadas.
Aluno, seja de que idade for, é sempre aluno.
Este texto foi escrito enquanto ainda fazíamos as aulas e na ocasião eu já estava escrevendo meu primeiro livro que foi lançado em outubro de 2005.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Filho do coração
Eu te busquei tanto, meu filho!
Tua imagem já existia dentro de mim, só faltava te encontrar.
Comecei a percorrer vários caminhos; alguns muito tortuosos, muito doloridos; outros mais amenos, mas também difíceis; outros atapetados de relva, mas que não levavam a lugar algum.
Até que um dia, Deus me pegou pela mão e me conduziu a um lugar simples, mas bonito, alegre, cheio de pessoas dispostas a ajudarem os outros com muito amor, muita solidariedade e ali eu te encontrei. Entre tantas crianças eu te reconheci e nosso amor aconteceu à primeira vista. E eu te levei para casa. E minha casa encheu-se de luz e de alegria!
Agradeço ao Senhor por ajudar-me a te encontrar.
Esse texto eu ofereci para minha neta Mariana, em seu 1º Dia das Mães, 9 de maio de 2004.
Tua imagem já existia dentro de mim, só faltava te encontrar.
Comecei a percorrer vários caminhos; alguns muito tortuosos, muito doloridos; outros mais amenos, mas também difíceis; outros atapetados de relva, mas que não levavam a lugar algum.
Até que um dia, Deus me pegou pela mão e me conduziu a um lugar simples, mas bonito, alegre, cheio de pessoas dispostas a ajudarem os outros com muito amor, muita solidariedade e ali eu te encontrei. Entre tantas crianças eu te reconheci e nosso amor aconteceu à primeira vista. E eu te levei para casa. E minha casa encheu-se de luz e de alegria!
Agradeço ao Senhor por ajudar-me a te encontrar.
Esse texto eu ofereci para minha neta Mariana, em seu 1º Dia das Mães, 9 de maio de 2004.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Mini contos
Uma visita inesperada
Fazia três meses que ele morrera. Nessa noite, era grande a saudade. Ela se deitou e, ao passar da vigília para o sono, sentiu uma presença a seu lado, na cama. Virou-se; era ele.
Sonho ou realidade?
Não importa; a visita lhe trouxe muita felicidade.
A Surpresa
Maria Clara estava feliz. Hoje seria a visita íntima na penitênciária. Ela ia ver seu marido. Penteou-se, pintou-se, fez-se linda. Foi para a prisão e encaminhou-se à cela onde se encontraria com o Zé.
Puxou a cortina que separava os ambientes e estacou, lívida; o corpo do Zé balançava na ponta de uma corda.
Fazia três meses que ele morrera. Nessa noite, era grande a saudade. Ela se deitou e, ao passar da vigília para o sono, sentiu uma presença a seu lado, na cama. Virou-se; era ele.
Sonho ou realidade?
Não importa; a visita lhe trouxe muita felicidade.
A Surpresa
Maria Clara estava feliz. Hoje seria a visita íntima na penitênciária. Ela ia ver seu marido. Penteou-se, pintou-se, fez-se linda. Foi para a prisão e encaminhou-se à cela onde se encontraria com o Zé.
Puxou a cortina que separava os ambientes e estacou, lívida; o corpo do Zé balançava na ponta de uma corda.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Trovas
Quando escrevi meu perfil, esqueci de dizer que sou uma mulher alegre, sempre de alto astral e com auto-estima elevada. Sou apenas uma idosa, mas não velha. Dito isso, vamos às trovas:
Se no mundo a paz houvesse
haveria harmonia
e nas asas de uma prece,
só restaria alegria!
Silêncio reconfortante,
à alma faz muito bem.
Um bom som alucinante,
para o coração também.
Sente muita solidão
a quem a tristeza invade:
procure em seu coração,
que encontrará a saudade.
Já sambando e requebrando
as cabrochas lá estão;
enquanto os homens babando,
ficam cheios de tesão.
Se no mundo a paz houvesse
haveria harmonia
e nas asas de uma prece,
só restaria alegria!
Silêncio reconfortante,
à alma faz muito bem.
Um bom som alucinante,
para o coração também.
Sente muita solidão
a quem a tristeza invade:
procure em seu coração,
que encontrará a saudade.
Já sambando e requebrando
as cabrochas lá estão;
enquanto os homens babando,
ficam cheios de tesão.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O idoso e o velho
Em minha concepção, idoso e velho têm significados diferentes: idoso é aquele que tem muitos anos de existência, e velho é aquele que perdeu todas as suas ilusões.
O idoso geralmente tem os achaques da idade; reumatismo, diminuição da visão, problemas do coração e outros, mas se ele, apesar disso, ama a vida, trabalha naquilo que gosta, passeia, viaja, dança, lê, tem alegria, tem projetos, tem amigos, tem sonhos, então é ainda um jovem.
Por outro lado, quantos moços são amargos, ranzinzas, mal-humorados, pessimistas, sempre irritados com tudo e com todos! Esses sim, são velhos!
Não se pode, portanto, generalizar e chamar de velhos a todos aqueles que têm mais de sessenta anos.
O idoso geralmente tem os achaques da idade; reumatismo, diminuição da visão, problemas do coração e outros, mas se ele, apesar disso, ama a vida, trabalha naquilo que gosta, passeia, viaja, dança, lê, tem alegria, tem projetos, tem amigos, tem sonhos, então é ainda um jovem.
Por outro lado, quantos moços são amargos, ranzinzas, mal-humorados, pessimistas, sempre irritados com tudo e com todos! Esses sim, são velhos!
Não se pode, portanto, generalizar e chamar de velhos a todos aqueles que têm mais de sessenta anos.
domingo, 18 de outubro de 2009
O espelho
Olho-me no espelho. Vejo um rosto sulcado de rugas.
Onde está aquela jovem de sessenta anos atrás? A face lisinha, tão linda!
Não havia vivido ainda,
Os anos a fizeram passar bons e maus momentos e cada emoção marcou sua alma e seu rosto.
O que vejo no espelho?
Vejo uma mulher que amou, que lutou, que teve muitas esperanças e muitas desilusões, muitos sonhos e frustrações, muitas alegrias e muitos dissabores...
Todas essas emoções estão gravadas na face refletida à minha frente e me mostram que eu vivi plenamente e não apenas passei pela vida!
Este texto eu escrevi baseado na música de Roberto Carlos "Emoções"
Onde está aquela jovem de sessenta anos atrás? A face lisinha, tão linda!
Não havia vivido ainda,
Os anos a fizeram passar bons e maus momentos e cada emoção marcou sua alma e seu rosto.
O que vejo no espelho?
Vejo uma mulher que amou, que lutou, que teve muitas esperanças e muitas desilusões, muitos sonhos e frustrações, muitas alegrias e muitos dissabores...
Todas essas emoções estão gravadas na face refletida à minha frente e me mostram que eu vivi plenamente e não apenas passei pela vida!
Este texto eu escrevi baseado na música de Roberto Carlos "Emoções"
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Quem é Leda Montanari
Tenho 84 anos de uma vida bem vivida. Viuva, tenho 10 filhos, 21 netos e 11 bisnetos. Por ter lançado dois livros, o 1º aos 80 anos, sou chamada de escritora. Aposentada como professora, depois de mais de 30 anos de trabalho,agora me dedico ao trabalho social como voluntária.
"Lampejos da memória" é o título de meu 1º livro. Nele conto fatos de minha vida, os alegres, porque os tristes e problemáticos deixo apenas para mim. Neste blogger vou escrever algumas das histórias que estão nesse livro. Por ora, é só.
"Lampejos da memória" é o título de meu 1º livro. Nele conto fatos de minha vida, os alegres, porque os tristes e problemáticos deixo apenas para mim. Neste blogger vou escrever algumas das histórias que estão nesse livro. Por ora, é só.
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